Ele limpou a garganta. Corrado, mesmo quando não estava tão bem, ou quando falava algo indevido, não gostava de dar o braço a torcer e parecer fraco.
— É jeito de falar! A dor de cabeça pode ser por qualquer coisa. Inclusive estresse!
Lucretia levantou as duas sobrancelhas e fez um “oh” com a boca, mantendo um leve sorriso nos lábios.
— Desculpe, pai. Me pareceu que o senhor não tinha certeza sobre ter ou não dormido bem, e não sobre a origem da sua dor de cabeça. — Ela falou calmamente. — De toda forma, espero que melhore logo. Quer que chame o médico?
— Ok. Não é preciso. — Ele disse e inspirou fundo.
— Eu já terminei. — Ela falou, olhando para o prato agora vazio do pai.
— Eu também. Vamos subir.
Os dois saíram da sala de jantar e, quando chegaram perto do quarto do casal, a porta estava aberta, enquanto Jeane, sentada na cama, tinha uma blusa de Corrado no colo e a acariciava.
— Está tudo pronto? — o Alfa perguntou, como se ignorasse completamente a expressão de desolamento da esposa.
Jeane levantou o rosto, um leve biquinho nos lábios e o olhar cabisbaixo.
— Sim. Está. — Ela se levantou e soltou um suspiro. Lucretia não pôde deixar de comparar com o de uma criança que finge chorar e, depois, forja um “soluçar” de tristeza. Deidra era especialista em fazer aquilo e enfiar a ruiva em alguma confusão, na qual saía ilesa, enquanto Lucretia era castigada.
“Vê-se de onde aprendeu, não é mesmo? Tal mãe, tal filha!”
— Então, saia da frente que eu vou pegar a mala. — Corrado disse, sem emoção.
— É que… — Jeane olhou para a enteada, mordendo os lábios. — Amor, não pode ficar mais um dia? Eu sinto a sua falta…
Ela se aproximou dele e encostou os seios no braço do Alfa. Corrado a olhou e remexeu a boca.
— Quando eu voltar, teremos muito tempo. Agora, preciso ir.
— Mas… eu sou sua esposa.

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