O carro já estava pronto, esperando por eles na frente da packhouse. Corrado sentou-se no banco do passageiro, enquanto Lucretia dirigiria. O veículo era dela e, além disso, o Alfa sentia-se um pouco cansado.
Jeane chegou a derramar lágrimas, como se ainda pudesse convencer o marido a ficar. Lucretia ficou satisfeita em ver que não foi o caso. Além disso, era evidente para a ruiva o quanto a madrasta estava incomodada e nervosa. Essa era uma prova de que a mulher estava mesmo armando algo.
Assim que o carro começou a se mover e a packhouse ficou distante, Lucretia inspirou fundo.
— Pai, o senhor parece esgotado. — Ela falou, olhando de relance para o homem que mantinha os olhos fechados, embora fosse evidente que não estava dormindo.
— Sim, estou. E essa dorzinha de cabeça que não passa.
— Podemos ver o médico ao chegarmos ao ShadowBlood.
— Lucretia, eu já disse que não preciso!
— Pai, lobisomens não são como humanos, que têm dores de cabeça facilmente. Não adoecemos com facilidade. — Ela bufou de leve. — Eu estou apenas me preocupando com o senhor. Deixe-me ser uma boa filha, sim?
Corrado soltou uma risada curta.
— Você é como a sua mãe.
Ele falou isso em um tom divertido, com nostalgia. Lucretia viu o leve sorriso nos lábios dele, porém, ela ficou com a expressão mais fechada. Ela não gostava quando Corrado falava de Glenda. Menos ainda com carinho, pois ele não demonstrou gostar dela durante o casamento, foi infiel e suas ações a levaram a adoecer e morrer. Então, Lucretia achava um absurdo que ele agisse daquela maneira.
O carro ficou em silêncio por um momento. Corrado pareceu se dar conta de que tinha tocado em um ponto difícil e sensível para a filha.
— Eu a amava. — Ele falou e Lucretia puxou o ar por entre os dentes, apertando os dedos em volta do volante. — Eu sei que pra você, é como se eu fosse o maior crápula e que a tratei mal. Eu sei que errei, Lucretia. E me arrependo muito.

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