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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 133

— Alfa Corrado Bellanti. — Jamil disse, de maneira séria e respeitosa, abaixando levemente a cabeça em deferimento. No entanto, quem os conhecia, sabia que havia tensão. E era algo que os lobisomens não conseguiam disfarçar tanto.

— Conselheiro. — Corrado respondeu, de maneira neutra na voz. — Ainda por aqui?

Era evidente que o Alfa não teria o mesmo respeito.

Lucretia limpou a garganta e colocou a mão no braço do pai. Ele e Jamil ainda se encararam por alguns segundos, antes de Corrado olhar para a filha.

— Onde eu vou ficar, filha?

— Venha, pai. Eu vou mostrar ao senhor.

Lucretia ficou sem jeito. Antes que ela passasse, Jamil sussurrou:

— Luna, preciso falar com a senhora. Assim que possível, por favor.

Ela não respondeu com palavras, apenas assentiu com um movimento rápido da cabeça.

Dentro da packhouse, já na escada, Lucretia resolveu falar.

— O que foi aquilo? — ela perguntou.

— O quê?

— Pai, o senhor sabe bem do que estou falando. O que foi aquilo com o Conselheiro?

— Coisa de gente mais velha.

Ela o olhou com descrença e revirou os olhos.

— Eu não sou mais criança. Não fale como se eu fosse.

— Sei que não é. — Corrado suspirou.

— E o senhor sente-se melhor?

Ele piscou e sorriu de leve.

— Incrivelmente, sim.

— Claro. As paredes têm ouvidos.

E eles andaram, sem trocar uma palavra.

Ômegas podiam ser fiéis, mas também eram uma classe que se ressentia por ocupar aquela posição e, muitas vezes, acabavam se desviando daa obrigações e da lealdade, a fim de alcançar algo mais, na ilusão de que poderiam ser mais do que nasceram para ser.

O status dos lobisomens não era uma questão de subir de nível. Quem nascia ômega, era ômega. Quem nascia com sangue Alfa, continuava desse jeito. Descer de status era algo que podia acontecer, no entanto, enquanto o lobo não abaixasse a cabeça e aceitasse, sua capacidade de liderança ainda permanecia. Por isso, quando um herdeiro de Alfa ou Beta tornava-se um rogue, ele poderia reaver seu lugar.

Ao chegarem no escritório, a porta foi fechada. Lucretia cruzou os braços e foi para a cadeira ao lado da de Rhys. Ela não sentaria na dele, era como dizer que ele não voltaria.

— Jamil, quais são as novidades sobre Rhys? Alguma pista?

— Não. Já vasculhamos o local onde encontramos Martin. E também locais próximos e onde ele falou que passou por. No entanto, não encontramos nada. Nem mesmo o cheiro dele.

Aquilo não fazia sentido. O cheiro de um Alfa permanecia no ar e impregnado por um bom tempo. Ou seja, era como se Rhys não tivesse passado pelo lugar, o que não era verdade.

— Eu quero ir nas buscas.

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