— Alfa Corrado Bellanti. — Jamil disse, de maneira séria e respeitosa, abaixando levemente a cabeça em deferimento. No entanto, quem os conhecia, sabia que havia tensão. E era algo que os lobisomens não conseguiam disfarçar tanto.
— Conselheiro. — Corrado respondeu, de maneira neutra na voz. — Ainda por aqui?
Era evidente que o Alfa não teria o mesmo respeito.
Lucretia limpou a garganta e colocou a mão no braço do pai. Ele e Jamil ainda se encararam por alguns segundos, antes de Corrado olhar para a filha.
— Onde eu vou ficar, filha?
— Venha, pai. Eu vou mostrar ao senhor.
Lucretia ficou sem jeito. Antes que ela passasse, Jamil sussurrou:
— Luna, preciso falar com a senhora. Assim que possível, por favor.
Ela não respondeu com palavras, apenas assentiu com um movimento rápido da cabeça.
Dentro da packhouse, já na escada, Lucretia resolveu falar.
— O que foi aquilo? — ela perguntou.
— O quê?
— Pai, o senhor sabe bem do que estou falando. O que foi aquilo com o Conselheiro?
— Coisa de gente mais velha.
Ela o olhou com descrença e revirou os olhos.
— Eu não sou mais criança. Não fale como se eu fosse.
— Sei que não é. — Corrado suspirou.
— E o senhor sente-se melhor?
Ele piscou e sorriu de leve.
— Incrivelmente, sim.

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