— Perdão?
Ela levantou o queixo, sem parecer arrogante, apenas determinada.
— Quero me juntar às buscas. Preciso encontrar o meu marido.
Jamil umedeceu os lábios.
— Perdão, Luna, mas… creio que não seria prudente — o Conselheiro falou, buscando usar palavras comedidas. — Além de não ser seguro para a Luna do bando estar em um local perigoso, onde o Alfa sumiu, a ausência do lobo torna tudo mais complicado.
Lucretia remexeu a boca, sem abri-la.
— Eu entendo que o meu lobo não estar presente dificulte as coisas, porém, vocês estarão por perto, não? Eu não estarei sozinha, Conselheiro. E o que não posso mais esperar é que encontrem Rhys, sem fazer nada. Ele é o meu companheiro!
— Mas a senhora não está ligada a ele pela marca. — Jamil a lembrou e suspirou em seguida. — Perdão, Luna, mas se a marca tivesse permanecido, ou se estivesse ainda com efeito após a tentativa, eu aceitaria mais facilmente. Mas sem o Alfa, não podemos arriscar que a Luna também desapareça. E, pelo que os outros fora do bando sabem, estamos sem o Alfa e sem o Beta. O ShadowBlood é forte, mas não é invencível.
Os lábios de Lucretia se comprimiram em uma linha fina. Lobisomens, atraídos pelo poder, ficavam extremamente gananciosos e cometiam atos extremos. Ao saberem que o bando estava sem a cobertura dos dois machos de maior ranking, já ficariam tentados a tomar o território. Se a Luna também sumisse, significava que uma nova ordem seria necessária. E isso desencadearia uma guerra.
Lucretia confiava que as barreiras do ShadowBlood cumpririam sua função, no entanto, como Luna, e como membro daquele bando, ela não podia agir impulsivamente e fingir que a morte dos outros lobisomens que viviam ali não importavam. Em uma guerra, ninguém era poupado. Crianças, fêmeas, fêmeas grávidas e idosos não seriam tratados com cuidado ou respeito pelo inimigo.
— Então precisaremos ter muito cuidado, Conselheiro. Porque eu não pretendo mudar a minha decisão. Se vocês não encontram Rhys, então eu o farei. Nem que eu tenha que ir ao inferno, mas irei.

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