Conforme avançavam, Lucretia ouviu o rosnado de um dos rogues. Eles sabiam que a presença deles já não era mais uma carta surpresa. Talvez se a Luna estivesse sozinha, o que não era o caso.
Dois rogues saíram juntos dos arbustos, já transformados em lobos. Eles eram grandes, não eram rogues comuns.
— Podem ter humanos no perímetro. — Ela falei.
O líder dos soldados estava na frente dela, ele não se virou, mas fez um pequeno sinal com a cabeça, indicando que tinha ouvido.
Eles ainda estavam na forma humana. Lucretia tirou a arma do coldre. Como humana, ela teria que se virar como uma. Por mais que se sentisse muito mal por usar balas de prata e embebidas em wolfsbane, era necessário, já que os inimigos com certeza não pensariam nela e nem nos dela com um pingo de dó.
Por trás, um lobo saiu, pulando em cima deles. Dois soldados se transformaram e impediram que o ataque dos outros tocasse a ruiva, porém, mais dois lobos apareceram, bem como humanos armados.
— Agora! — ela disse, e puxou a arma. Lucretia não foi com todos os soldados de uma vez, e ela não poderia se comunicar com eles por ligação mental, mas os outros soldados podiam. E foi o que fizeram!
— Protejam a Luna! — um dos soldados falou, antes de se transformar. Agora, ela não podia mais ouvi-los, apenas seus rosnados.
“Qual é, Kali!”, ela pensou, indo para atrás de uma árvore. Péssima escolha, porque um outro lobo estava ali.
Cinza, imenso, rosnando para mim. Ela podia distinguir um sorriso na boca dele, enquanto a abria e mostrava os dentes afiados.
Se ele fosse parte de um bando, ela diria que tinha o sangue de um Delta. Ele era grande, musculoso, e a aura dele, mesmo ela sendo humana, podia sentir, era poderosa.

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