“É o fim”, Lucretia pensou. Aquele lobo cinza gigantesco, com olhos azuis gelo, tinha sangue Alfa, sem dúvidas. Ele rosnou mais alto e pulou, caindo em cima do lobo que perseguia a ruiva.
Ela olhou para trás e viu a luta sangrenta, ou melhor, a destruição do rogue.
“Preciso sair daqui!”, ela disse a si mesma e se levantou, mas o lobo cinza foi mais rápido. As pupilas dele se dilataram e ele passou o focinho na mão dela. Lucretia ficou sem entender.
Então, lá no fundo, ela conseguia sentir. Kali, que se manteve quieta todo esse tempo, estava despertando?
A respiração do lobo ficou mais errática, e ele voltou a se encostar nela. Dessa vez, Lucretia sentiu algo, fraco, mas pinicando por baixo da pele. Uma inquietação e vontade de…
“Não…”, ela disse a si mesma e deu um passo para trás.
“[Companheiro!]”
Lucretia prendeu a respiração. O mundo todo parecia ter parado. Aquele não era Rhys, era um desconhecido. E, Kali, que tinha se mantido quieta até então, resolveu despertar? Por quê?
E o pior, ela nem estava realmente acordada, porque Lucretia tentou falar com ela, mas era como se houvesse uma barreira.
Mais lobos apareceram atrás da ruiva, mas o lobo cinza claramente não estava sozinho.
Não só lobisomens pereceram, como humanos. Dois indivíduos, um de cada espécie, foram mantidos vivos para interrogatório. O lobo cinza foi para atrás de uma árvore e se transformou em humano, terminando de colocar o calção. Lucretia desviou os olhos.
Ele tinha os cabelos escuros, os olhos azuis gelo, como o lobo, e a pele bronzeada. Ele era lindo, forte, alto, mas ainda assim, Lucretia via Rhys. E algo dentro dela doeu. Por que não com ele? Por que tinha que ser com esse homem?
Ao se aproximar dela, ele estendeu a mão, oferecendo-a a Lucretia. Ela colocou a palma contra a dele e as faíscas surgiram. O macho sorriu e beijou o dorso da mão da ruiva.

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