Ele não disse nada até que chegassem a um quarto, onde Lucretia foi colocada em cima da cama. Estavam somente eles dois e ela olhou para a porta, que não estava fechada.
“Menos mal”.
— Obrigada pela ajuda, Alfa McCormack.
— Não precisa ser tão formal comigo. Somos companheiros predestinados. — Ele disse com um sorriso nos lábios. Lucretia notou como ele tinha uma covinha do lado esquerdo, o que o deixava mais jovem e charmoso, menos frio e distante.
Ela soltou o ar, antes de encher bem os pulmões e o encarar.
— Eu entendo que sejamos predestinados. Pelo menos, é o que parece… — ela falou, franzindo a testa. — Porém, eu sou casada. E eu amo o meu marido.
Elijah engoliu em seco, o rosto se contorcendo. Claro que ele sentiria dor, a predestinada dele falando que ama outro macho.
— Vocês não se marcaram.
— Mas iremos. Portanto…
— Não vou rejeitá-la. E nem aceitarei a rejeição, se você resolver tomar a frente. — Ele a interrompeu. — Lucretia Bellanti, eu não vou desperdiçar essa chance que a Deusa da Lua nos deu. Não mesmo! É algo raro e muito abençoado!
Lucretia sabia. Ela não tinha nenhum plano de rejeitar o predestinado dela, no entanto, ela queria que Rhys fosse o macho ligado a ela! Elijah era bonito, parecia ser um bom macho, mas… ele não era Rhys! Imaginar a si mesma ficando com ele lhe dava nojo. E isso não fazia o menor sentido!
Ainda que a ruiva conseguisse sentir as faíscas, e a loba dela tivesse reconhecido Elijah como o predestinado, aquilo não lhe parecia certo. Como ela podia não querer ficar com ele? Era um conflito interno. Já com Rhys, mesmo quando ele estava sendo um cretino, ela não podia negar a atração. Não deveria ser assim? Por que ela não queria Elijah?
Ela estava tão focada nos próprios pensamentos que não percebeu quando Elijah se aproximou ainda mais dela. Apenas quando ele apoiou as mãos no colchão e seu rosto ficou a centímetros, foi que Lucretia notou a presença dele. Ela prendeu a respiração.
— Eu entendo que tenha um relacionamento com o Alfa Jarsdel, porém, nós dois somos predestinados. E nosso vínculo vai falar mais alto. — Ele levantou a mão para tocar o rosto dela, mas não o fez. — Quero apenas que me dê uma chance.

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