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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 143

— O senhor vai usar isso como moeda de troca? A sua ajuda? — ela perguntou. — Se eu não ceder, vai simplesmente se negar a procurar pelo Alfa do ShadowBlood?

Elijah torceu de leve a boca.

— Ele não é meu aliado. Não devo nada a ele. E eu não me envolvo com problemas de outros bandos. — Ele disse. — Mas eu me envolvo nos problemas de quem é importante para mim, como você, a minha predestinada.

Lucretia não estava gostando de ouvir aquilo. Predestinada. Não da boca de Elijah.

— Pode encontrar o Alfa Rhys? — ela perguntou. Se o preço fosse “uma chance”, ela concordaria. Não poderia nunca dar chance alguma para qualquer outro macho, porque quem ela amava era Rhys. Mas se Elijah queria se enganar, muito bem. Ela jogaria o jogo dele.

“Bem merecido. Quem coloca esse tipo de condição para procurar alguém desaparecido?”, ela se perguntou. E aquele era o macho predestinado dela? Francamente, ela se sentia ofendida pela Deusa da Lua. Primeiro, a fez se apaixonar por Kolby — que por sinal, tinha sumido! —, e agora, deu a ela um companheiro daquele jeito? “Eu devo ter sido muito ruim e outra vida. Agora, estou pagando o meu karma, não é possível!”

Elijah moveu o maxilar de um lado para o outro.

— Eu posso fazer o possível para encontrá-lo. Infelizmente, meu bem, eu não posso prever o futuro. Então, não posso dizer que encontrarei o seu… futuro ex-marido.

Ela queria jogar alguma coisa na cabeça dele. Futuro ex-marido? Que atrevimento!

“Ele é muito iludido, mesmo!”, ela disse para si mesma.

— Muito bem. Procure, então. E quando ele aparecer, eu vou lhe dar a tal chance.

Elijah levantou uma das sobrancelhas.

— Alfa McCormack? O que sabe sobre esses humanos que estão se unindo a rogues? Eles invadiram o meu casamento.

— Eu não sei. Mas essa associação deles não está ligada apenas a você, Lucretia. Rogues não costumam ir para as cidades humanas, mas eles estão se infiltrando. Os humanos nem tem ideia do que eles são. Até agora, não houve nada que pedisse uma ação imediata, mas estamos mantendo os olhos abertos.

Humanos e lobisomens fazerem amizade, inclusive trabalharem juntos não era contra nenhuma lei. E nem mesmo estranho. Porém, rogues não costumavam ir morar em cidades humanas. Não em grupos, pelo menos. Um ou outro, era aceitável, afinal, se a vida na floresta estava difícil, por que não tentar no meio dos humanos? Perto deles, um lobisomem, mesmo um rogue, era muito mais forte e com habilidades melhores. Poderia facilmente se destacar e conseguir empregos melhores, que estivessem ligados ao que podia fazer.

— Entendo. Esses humanos usam veneno. E o rogues não se importam. Eu tenho a desconfiança de que alguma coisa maior está por trás deles. Cheguei até mesmo a pensar em… bruxas.

Ele era um estranho, sim, mas não deixava de ser um Alfa. E, pelo que se sabia, o DarkMoon não tinha esse nome por nada: eles eram o único bando que tinha algo ligado à magia.

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