— Não acha que é muito atrevimento? Nós estamos em maioria. Você vai levar uma coça! — um dos rapazes, de cabelos escuros e claramente ensebado disse.
— O que importa é a qualidade, não a quantidade — Embry respondeu de maneira cínica. Ele sentiu saudades de poder ter o controle, e francamente, aqueles moleques mereciam uma surra!
— O que… esse velhote!
O líder fez sinal e os rapazes avançaram. Embry estava em total controle do corpo de Rhys e não teve dificuldades em desviar dos ataques.
Ele movia-se com leveza e praticidade, enquanto os jovens precisavam se esforçar demais. Eles não tinham técnica, apenas força bruta — e nem tanta — e vontade. Porém, contra um Alfa treinado, ainda que debilitado, eles não tinham qualquer chance.
— Hora de vocês aprenderem boas maneiras! Filhotes humanos atrevidos, isso é o que vocês são!
Eles não entenderam aquelas palavras e, quando o forasteiro atacou o primeiro deles, com um leve balançar de braço mas que mandou o jovem voando pelo ar, eles deram passos para trás.
— Porra, que merda é essa? Quem é esse cara?
O líder engoliu em seco e bradou o bastão.
— Seguinte, esquisitão, é melhor você entregar logo essa mochila ou a gente não vai mais ser bonzinho!
Enquanto ele dizia isso, um dos rapazes levantava o de cabelos oleosos. Este, que era um pouco mais cheinho, ajeitava as calças, que ameaçavam cair.
— Quebra ele, Garret!
— Cala a boca! Como é que você diz o nome do chefe, assim?
O jovem coçou a cabeça.
— Foi mal.
Embry olhou para o líder.
— Claro que são. Não falo só por idade. Mas é evidente pelo comportamento — Embry estendeu a mão. — Por que estão tomando o que pertence aos outros?
Os jovens se olharam, sem jeito. O único que ainda se tremia e olhava para Rhys com ressentimento era Garret.
— É que só temos a nós mesmos por nós. Aí… a gente faz o que pode — o de cabelos oleosos falou.
— Podem trabalhar. Se não, todo mundo sairia por aí tomando o que é dos outros. Seria uma bagunça das grandes — Embry respondeu. — Por que não buscam trabalho? Por sinal, quais os nomes de vocês?
— Eu dou o Darick — ele disse, ajeitando novamente as calças.
— Eu sou o Liam — o que ajudou o amigo quando caiu respondeu. — Esse aqui é o Barry. E aquele é o Larry. Eles são irmãos de sangue.
— Por que tão dando papo pra ele? Ele é um estranho! — Garret brigou com os compa
— Às vezes, um estranho pode mudar nossas vidas. Um salvou a minha, por isso estou aqui.

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