— Quem tá aí? — ela perguntou, com a voz rouca, fraca, e arranhando. A sensação era de um resfriado que se prolongava e deixava aquela secura inconveniente. Deidra queria levar a mão à garganta, mas não conseguiu. Estavam presas. — Quem tá aí?! Eu quero ir embora!
Deidra estava apavorada. Onde ela estava e quem a tinha levado até ali?
— Eu só quero ir embora, okay? Seja lá o que você quiser, podemos negociar. Meu marido é um Alfa!
Ter casado com Kolby tinha que servir para alguma coisa. No entanto, uma risada estridente a fez sentir suas esperanças estilhaçando-se.
— Parece que a minha querida filha não consegue nem mesmo sentir o meu cheiro! A própria mãe!
Os olhos de Deidra se arregalaram e ela olhou com mais afinco para onde tinha ouvido o som, como se isso a fosse fazer enxergar melhor.
— M-Mãe? — ela perguntou e então, sacudiu-se, querendo soltar-se. — Por que estou presa? Me tira daqui!
Jeanie apareceu das sombras, no entanto, ela não parecia exatamente com ela mesma. Seus cabelos estavam escurecidos, com alguns fios brancos, a pele tinha envelhecido um pouco, as roupas eram trapos.
— Você não vai sair daqui até que cumpra a sua função, querida — Jeane respondeu, traçando com a unha comprida a lateral do rosto de Deidra, que instintivamente tentou se desvencilhar daquele toque. A mais velha segurou-lhe o queixo, forçando-a a olhar para ela. — Você vai servir um propósito, Deidra. Não tive você à toa. E não passei todos esses anos cuidando de você para que não sirva para nada!

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