Corrado assentiu e levantou-se, indo para a porta.
— Vou falar com ele.
Lucretia apenas o olhou e sorriu de leve, voltando ao trabalho. Mas quando o pai saiu do escritório, ela colocou a caneta na mesa e fechou os olhos
Kolby tinha sido de grande ajuda, ele disse que procuraria por Rhys, porém, vinha ligando e mandando mensagens um tanto quanto… íntimas demais. Ele só não a chamava de “amor”, mas era evidente que estava flertando. E Lucretia não podia lidar com isso. Elijah já era o suficiente.
Elijah. Só de lembrar do nome dele já sentia um calafrio subir-lhe pelo corpo — e não de um jeito bom.
Apesar de ser o suposto companheiro predestinado dela, ela não se sentia atraída por ele. Nem perto do que sentia por Rhys. Mas uma coisa ela tinha que ser grata: ele ainda não tinha dito a ninguém de fora do bando dele. Estava respeitando essa decisão dela. E nem ficava constantemente ligando ou sufocando-a.
Lucretia pensou que ele provavelmente seria um bom companheiro, porém, não para ela. O único era o Alfa que tinha feito dela prisioneira e nunca mais a deixou ser livre. O coração da ruiva era completamente de Rhys.
E outro problema: o fato de que Kali ainda não estava desperta. Era algo muito estranho, pois a loba aparentemente só acordava um pouco mais quando Elijah estava por perto.
Do ponto de vista de quem acreditava naquele laço, era claro o motivo de isso acontecer: um predestinado era como uma cura, um bálsamo. No entanto, para Lucretia, não fazia sentido. Até porque Kali dizia “companheiro”, mas a sensação não era a de ter encontrado a outra banda da maçã.
O telefone começou a tocar e, quando ela olhou para o visor, revirou os olhos. Kolby.
*** *** ***
A noite já estava se aproximando e Rhys continuava a andar. Embry queria ir mais para dentro da floresta, para tentar achar a companheira, mas o Alfa não concordava. Rhys nem mesmo sabia quem ele era de verdade e nem o quanto ele poderia se controlar. E se ele a machucasse?
“ — Se for mesmo isso, é mais um motivo para ficarmos longe.”
“ — Mas… e se a machucaram também? E se ela ainda tá presa?”
Rhys parou de andar na mesma hora. E se alguém estivesse sofrendo por causa dele? E o pior: ele tinha fugido e deixado a companheira para trás? Ele não se perdoaria.
Ele estava começando a mudar de ideia sobre ir atrás dela, quando ouviu um som por trás. Era mais um farfalhar de folhas, poderia até ser um animal, porém, Embry rosnou dentro dele.
Por instinto, sem nem saber explicar, Rhys farejou o ar. Ele nem sabia o que indicaria um inimigo, no cheiro, mas o fez. O que captou não foi o cheiro de um animal, mas sim algo doce, quase enjoativo.
— Quem está aí? — ele perguntou, olhando em volta. O cheiro parecia se espalhar por todos os lados.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.