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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 189

Enquanto Martin se dirigia ao laboratório avançado da packhouse com o frasco transparente contendo o líquido marrom-avermelhado, Rhys e Lucretia ficaram na antecâmara da ala médica com Darick. O clima era de uma urgência silenciosa. Cada minuto que o frasco original passava fora da bolsa de Jeane aumentava o risco de serem descobertos.

— Darick, se você perceber qualquer movimento, saia de lá na mesma hora. Não tente ser um herói — Rhys advertiu, a mão no ombro do rapaz. Mesmo sem as memórias completas, Rhys sentia uma responsabilidade paternal por aquele grupo de jovens, que era o normal de um Alfa.

— Pode deixar, gigante. Eu sou como um fantasma, ninguém me vê se eu não quiser — Darick respondeu com uma piscadela confiante, embora seus dedos batessem inquietos contra a lateral da perna.

Lucretia entregou o frasco original a ele.

— Vá por trás das tapeçarias do corredor leste. Há uma passagem de serviço que os ômegas usam para levar roupas lavadas. Ela sai bem próxima aos aposentos dos convidados do LongFang.

Darick assentiu e desapareceu na escuridão do corredor com uma agilidade que fez Lucretia suspirar. Assim que o jovem saiu de vista, ela se virou para Rhys.

— Se Jeane está usando isso no meu pai, ela deve ter um estoque. O que Darick pegou pode ser apenas a dose diária. Precisamos saber o que essa substância faz antes da audiência do Conselho amanhã.

Rhys havia mandado aviso aos guardas que podiam deixar o Alfa e sua Luna descansarem em paz. Eles preferiam mais privacidade. Assim, Darick não seria barrado por eles.

— Ele se alimenta de prata — Martin concluiu, a voz carregada de horror. — Se isso entrar na corrente sanguínea de um lobisomem, ele anula nossa defesa natural e começa a consumir a conexão com o lobo de dentro para fora. É por isso que o pai da Luna está daquele jeito. O lobo dele está sendo devorado vivo por esse "podre".

Longe dali, Darick rastejava pela passagem de serviço. Ele conseguia ouvir vozes vindas dos aposentos de Jeane. Ele encostou o ouvido na madeira da porta falsa que dava para o quarto.

— ...ele está começando a resistir, Jamil! — era a voz de Jeane, mas não o tom doce de Luna que ela usara no jantar. Era uma voz gélida, cortante, a mesma que Rhys descrevera ter ouvido na floresta.

— O Alfa Jarsdel trouxe humanos, Jeane. Isso não estava nos planos — a voz do Conselheiro Jamil respondeu, soando tensa. — Se os Anciãos virem o estado do Alfa Bellanti…

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