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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 193

O laboratório do bando ShadowBlood estava mergulhado em um silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo zumbido dos equipamentos de análise. Martin, que passara as últimas horas debruçado sobre o microscópio, finalmente se afastou da bancada. Seu rosto estava lívido.

— Luna, Alfa... o que Darick encontrou não é um veneno comum — Martin começou, limpando o suor frio da testa. — É uma substância que os antigos chamavam de "Prata Viva". Mas não é prata de verdade. É uma mistura alquímica, algo que exige conhecimentos de bruxaria para ser destilada.

Lucretia cruzou os braços, sentindo um calafrio.

— O que ela faz, Martin? Vá direto ao ponto.

— Ela consome o lobo — o Beta respondeu, a voz embargada. — Ela não mata o hospedeiro imediatamente. Ela cria uma barreira entre a consciência humana e a essência animal. O lobo fica preso em uma agonia constante, sendo "drenado" para alimentar a sugestão mental que quem administra o líquido impõe. Por isso o Alfa Bellanti parece um autômato. Ele não está apenas dopado; o lobo dele está lutando para sobreviver a um ataque interno.

Rhys sentiu uma pontada de dor excruciante na nuca, como se um prego quente estivesse sendo cravado em sua espinha. Ele cambaleou, apoiando-se na mesa de metal.

— Foi isso... — ele sussurrou, a voz saindo como um rosnado abafado. — Eu lembro dessa dor na floresta. Aquela mulher... ela me injetou algo.Fui levado para uma cela.

As memórias não estavam completas, mas só aquilo fez o corpo de Rhys todo convulsionar. A mente dele não o permitia lembrar do que tinha se passado — e talvez fosse o melhor — mas a voz. A voz da mulher!

Lucretia correu para o lado dele, segurando-o firme.

— Rhys! Você está lembrando?

— Martin, pegue alguns soldados de sua total confiança. Não os guardas da packhouse, mas aqueles que lutaram conosco na floresta. Quero as masmorras monitoradas. Se Jamil tentar falar com Ben Duran novamente, eu quero saber.

— E eu? — Rhys perguntou, endireitando o corpo, a aura de Alfa emanando dele com uma força que fez Martin baixar a cabeça instintivamente.

— Você não pode estar comigo sem que o Alfa saiba. Não sei se você já consegue esconder o seu cheiro. — Rhys sacudiu a cabeça para aquilo. Ele tinha um lobo, mas não sabia usar os poderes. — Então, fique por perto, mas não perto demais. Martin vai te ajudar.

Rhys não gostava da ideia de Lucretia ir se encontrar com Kolby, porém, ele não via outra alternativa.

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