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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 195

Lucretia deixou o jardim norte com o coração pesado. As palavras de Kolby sobre a obsessão de Jeane pela juventude e o uso de "algo que não era alimentação" batiam exatamente com a lenda da bruxa e do demônio que ela recordara. Se a madrasta estava realmente disposta a drenar o sangue de um Supremo para não envelhecer, Rhys estava em um perigo muito maior do que uma simples disputa política por território.

Ele não era o Supremo, mas era o mais poderoso. E, uma vez que ele se recuperasse…

Ela caminhou apressada pelos corredores laterais, evitando as áreas patrulhadas pelos guardas de Jamil. No caminho para o laboratório, ela avistou uma sombra se movendo perto da cozinha. Era Harold. O idoso carregava uma jarra de água e parecia desnorteado pela grandiosidade da packhouse à noite.

— Harold? O que faz acordado? — Lucretia sussurrou, aproximando-se.

O velho deu um pulo, quase derrubando a jarra. Ao reconhecer Lucretia, ele a segurou pelo braço, os dedos trêmulos.

— Menina... Lucretia... eu vi algo. Algo que não deveria ter visto.

— O que houve? Alguém te machucou? — ela perguntou, em alerta.

— Eu saí para buscar água para a Macy, ela estava com sede... — Harold falava baixo, olhando por cima do ombro a todo momento. — Eu me perdi naqueles corredores escuros perto da ala leste. E eu vi o homem de terno, o tal Conselheiro. Ele não estava sozinho.

Lucretia sentiu o estômago dar um nó.

— Ele estava com a Jeane?

— Estavam se beijando, Lucretia. Mas não era um beijo de... de gente que se gosta. Era estranho. — Harold estremeceu. — Ela passou a mão no rosto dele e o chamou de "meu eterno servo". E ele... ele disse que o estoque de "Prata Viva" estava pronto para amanhã. Que o seu marido não passaria da audiência.

Longe dali, na enfermaria, o clima era de uma quietude surreal. Elijah McCormack estava sentado ao lado da cama de Macy. Ele observava a jovem dormir e, pela primeira vez em meses, a dor de cabeça que o perseguia desde que conheceu Lucretia havia desaparecido.

Macy despertou com um suspiro leve e encontrou os olhos azuis-gelo de Elijah sobre ela. Ela não se assustou. Havia algo na presença dele que a acalmava, uma força bruta que parecia se suavizar apenas para ela.

— Você não dorme? — Macy perguntou, a voz rouca pelo sono. Todas as vezes que ela abria os olhos, agora, via Elijah, em vez de Harold.

— Eu não consigo — Elijah admitiu. — Sinto que se eu fechar os olhos, a paz que sinto aqui vai desaparecer e eu voltarei a ser aquele macho furioso que você conheceu na floresta.

Macy estendeu a mão e tocou o dorso da mão de Elijah. Faíscas saltaram, mas desta vez ele não recuou.

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