Ela empurrou o peito dele.
— Não seja ridículo! E-eu… — as bochechas vermelhas de Lucretia fizeram Rhys sorrir. Ele tocou uma delas com as pontas dos dedos e a assustou. — O que está fazendo?
— Estou tocando no que me pertence. — Ele falou, como se fosse natural. Lucretia ia retrucar, mas Rhys colocou o indicador na frente dos lábios dela, antes de deslizar o dedo para baixo, levando com lábio inferior de Lucretia. Os olhares eram intensos, bem como o ar em volta deles. — Você é minha, Lucretia.
Lucretia empurrou de leve a mão dele e se afastou.
— Preciso de roupas. Preciso trabalhar.
Rhys olhou para ela com uma certa curiosidade. Nenhuma fêmea nunca tinha dormido na cama dele. Ele nunca tinha passado a noite com nenhuma fêmea, fosse onde fosse. E Lucretia estava ali, sem dar a mínima importância para isso. Ela não parecia nem mesmo se dar conta de que Rhys estava se abrindo para ela. Bom, ele mesmo não percebia.
Ele sorriu de lado e abriu a blusa, mostrando o excelente físico dele.
— Coma, depois vá se arrumar. Hoje nós vamos sair.
Lucretia franziu a testa.
— Para onde nós vamos?
— Como assim “para onde vamos?”? Para o casamento da sua querida irmã, é claro!
Aquelas palavras foram como facas entrando no peito de Lucretia. Não por que ela ainda quisesse Kolby. Ele não passava de um rato nojento para ela. Porém, a dor da traição ainda estava ali. A dor de ter dedicado tempo e amor a quem não merecia!
— Se eu aparecer lá com você… vão saber que eu vim pra cá.
— E?
Lucretia piscou algumas vezes.
— E que meu pai provavelmente vai pedir que eu seja “retornada” a ele! Para que eu pague pelos meus crimes! E eu não posso fazer ser levada enquanto não tiver as provas contra a minha irmã!
— Nós podemos nos separar na hora de entrarmos.
— Você não entende, eu serei…!
— Deixa que eu me preocupo com isso, entendeu? — Rhys chegou onde Lucretia estava em um segundo, prendendo as mãos dela acima da cabeça, contra o colchão. — Eu já disse que você pertence a mim, Lucretia!
Os dois ficaram se encarando e ela virou o rosto, mas Rhys usou a mão livre para segurar-lhe o queixo e força-la a lhe encarar. Ela tentou lutar, mas obviamente, foi em vão. Os lábios de Rhys caíram sobre os dela, de maneira intensa, possessiva. Lucretia não conseguiu resistir nem dez segundos e já estava beijando Rhys de volta. Ele soltou as mãos dela, que foram para os cabelos escuros dele.
— Ainda tá muito dolorida? — ele perguntou numa voz baixa e rouca, quase como um carinho na orelha de Lucretia.
Sim, ela estava. Óbvio que estava! Ela tinha feito sexo pela primeira vez, ele era imenso e não tinha dado descanso para ela!
— Não! — ela respondeu, enlaçando as pernas ao redor dele e Rhys soltou uma risada cheia de tesão.
— Claro que vou. Você não quer? Se não quiser, não faço. Não vou te forçar a transar comigo.
Ele beijou Lucretia, antes que ela respondesse e, pelo gemido cheio de desejo, Rhys já sabia a resposta.
Quando os dois saíram do banho, assim como ele previu, bateram à porta.
— Entrem. — Ele falou e uma ômega entrou com o que parecia ser um vestido. — Coloque-o aí na cômoda. Pode se retirar. Obrigado.
Assim que a ômega saiu, ainda de cabeça baixa, Rhys foi até o vestido embalado em uma capa, e a abriu. O brilho vermelho do vestido pegou Lucretia de surpresa. Ela se aproximou, enquanto Rhys desembalava totalmente a peça e ficou de boca aberta.
— E-eu vou usar isso?
— Eu definitivamente não vou. — Ele respondeu e Lucretia torceu a boca. — Experimente.
Quando ela pegou a roupa, Rhys segurou o pulso dela.
— Eu vou pegar minha roupa no closet e me trocar em outro lugar. Espere eu sair, sim? Não quero ver você antes de termos que sair, porque eu tenho certeza de que vamos acabar não indo. Esse vestido… — Ele sorriu safado, dando um selinho nos lábios de Lucretia, antes de fazer o que tinha dito que faria.
Uma vez que ele estava fora, outras duas ômegas apareceram, supostamente para cuidar da maquiagem e dos cabelos de Lucretia. Ela ainda estava na dúvida sobre o vestido, afinal, ela já tinha os cabelos cor-de-fogo!
Duas horas depois, ela estava pronta. Era hora de ir àquele casamento e de encarar o futuro. Se Rhys não tivesse um plano, Lucretia acabaria atrás das grades de seu próprio bando, como uma traidora.

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