Lucretia estava no quarto, lendo um pouco para espairecer. Ela não tinha muita vontade naquele momento de fazer nada, sentia-se exausta. Rhys a proibiu de ir atrás de Jeane, ou de Deidra, o que a deixou ainda mais para baixo.
Segundo ele, ela precisava descansar. Mas Lucretia sabia que agora que eles haviam confirmado que ela era a predestinada dele, Rhys ficaria ainda mais protetor.
Ela sorriu de leve e tocou a marca no pescoço. Dessa vez, não havia sumido e ela sabia que não sumiria nunca mais. Lucretia fechou os olhos e deixou-se relembrar aquele momento em que ouviram os lobos se reconhecendo, porém, alguém bateu na porta e a trouxe de volta à realidade.
— Luna, tem uma visita para a senhora. — A voz de uma ômega soou do outro lado da porta.
— E quem é?
— O senhor Ben Duran.
Lucretia franziu a testa. O que Ben ainda queria? Ele tinha sido libertado, e mandado de volta para o LongFang. Corrado não o expulsou do território, deixando-o continuar ali, mais afastado, como um ômega.
— Já estou indo — ela respondeu e colocou as pernas para fora da cama, após fechar o livro e o descansar em cima da mesinha de cabeceira.
Como Rhys não apareceu ali e nem falou com ela, a fêmea imaginou que ele ainda não sabia que Ben estava ali. Mas como ele havia entrado sem que Rhys fosse avisado?
Ao descer as escadas e ir até o hall de entrada, ela viu o ex-membro do bando original dela ali, de cabeça baixa, muito mais magro do que antes, porém, quando ele levantou os olhos, não foi ódio que ela viu refletido.
— Senhor Duran, a que devo a honra da sua visita? — ela perguntou, de maneira séria, mas educada.
Ben passou a língua pelos lábios rachados e soltou um suspiro, antes de falar.

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