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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 36

Rhys rosnou baixinho, enquanto Kolby andava até onde eles estavam, fingindo que não estava percebendo a carranca do outro macho.

— Eu estava te esperando! — Kolby abriu um enorme sorriso, o mesmo que, antes, fazia o coração de Lucretia bater mais forte. Mas agora, não passava de uma careta esquisita, para ela.

A mão de Kolby se moveu em direção a Lucretia, mas Rhys se colocou na frente.

— Não é educado colocar a mão na fêmea alheia assim, Alfa Sheffer. Sabe disso, não é?

Kolby estreitou de leve os olhos, ainda ostentando um sorriso. Agora, de puro deboche.

— Eu sei. Mas… ela não é marcada. Oficialmente, não tem “um macho”. Não é mesmo?

— Não se faça de desentendido. Ela é minha noiva! E você… um macho casado. Acasalado. Com uma fêmea marcada. Irmã dela. — Rhys disse de maneira ameaçadora. — Toque nela, e eu juro que perde não só a mão, Alfa Sheffer.

Kolby já não sorria, mas nada disse para Rhys, apenas virou-se para Lucretia.

— Sentia a sua falta, Lu.

— Meu nome é Lucretia. — Ela o corrigiu. — Não force uma intimidade que não temos, cunhado.

Kolby não gostou nada da forma como Lucretia o tratou, afinal de contas, ele tinha sido o noivo dela! Ela dizia que o amava e não fazia muito tempo!

[“Você é muito cara-de-pau! Ficou com a irmã dela, estava tramando pelas costas dela e agora quer que ela te receba com sorrisos e abraços? Só pode tá de brincadeira!”]

[“Quieto, Jax! Ainda podemos consertar as coisas!”]

Kolby já estava bolando um plano para reconquistar Lucretia e se ver livre de Diedra. No fim, ele não tinha alcançado o objetivo dele, já que a agora esposa dele era uma completa inútil! Ela não era a herdeira, e nem seria enquanto Lucretia estivesse ali. É, ele ainda podia dar fim em Lucretia e Corrado não teria outra opção que não anunciar Deidra como a sucessora, porém… Convivendo com Deidra todos os dias, Kolby queria morrer a cada duas horas. Ela era IN-SU-POR-TÁ-VEL!

Corrado chegou logo depois e Kolby se afastou, dando um passo para trás. Paciência. Ele precisava ter paciência, ou acabaria perdendo tudo pelo que tinha lutado até aquele momento. Rhys era a verdadeira pedra no sapato dele!

— Lucy! — Corrado falou, abrindo os braços, pronto para abraçar a filha. Ela não retribuiu o abraço, mas permitiu que ele passasse os braços pelo corpo dela. Corrado notou a frieza dela. — Está tudo bem?

— Sim. Só acho que vou sentir falta do meu noivo. — Ela falou e olhou para Rhys. Ele sabia que ela estava mentindo, porém, ele queria que fosse verdade, mesmo que não admitisse para ele mesmo.

— Ah, que fofo! — Jeane falou, andando de braços dados com a filha até eles.

O rosto de Lucretia endureceu imediatamente, porém, ela nenhum comentário fez.

— Claro, claro!

Lucretia não esperou mais, passou o braço no de Rhys e começou a se afastar.

— Vai me levar para algum lugar e se aproveitar de mim? — Rhys disse e Lucretia o olhou sem acreditar. — Eu gosto de coisas novas. Ainda não transamos por aqui. Só naquele quarto, na festa…

— Você é podre, Rhys.

— Eu sou apenas um macho muito apaixonado.

Mesmo que o tom tenha sido de deboche, as palavras não eram verdadeiramente falsas. Rhys sabia disso, mas não aceitava. Ele não estava apaixonado! Lucretia apenas… era uma boa companhia. E boa de cama. Só isso!

“E vai ser a minha esposa. Por que mais eu deveria ficar babando?”, ele se perguntou, afirmando para si mesmo que estava completamente correto. “Isso não é paixão, nem amor. Só tesão. É isso. Ela é conveniente e uma delícia.”

Eles andaram, ela mostrou onde ficava o centro de treinamento, onde as roupas eram lavadas e guardadas.

— E o seu quarto? — Rhys perguntou.

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