Rhys rosnou baixinho, enquanto Kolby andava até onde eles estavam, fingindo que não estava percebendo a carranca do outro macho.
— Eu estava te esperando! — Kolby abriu um enorme sorriso, o mesmo que, antes, fazia o coração de Lucretia bater mais forte. Mas agora, não passava de uma careta esquisita, para ela.
A mão de Kolby se moveu em direção a Lucretia, mas Rhys se colocou na frente.
— Não é educado colocar a mão na fêmea alheia assim, Alfa Sheffer. Sabe disso, não é?
Kolby estreitou de leve os olhos, ainda ostentando um sorriso. Agora, de puro deboche.
— Eu sei. Mas… ela não é marcada. Oficialmente, não tem “um macho”. Não é mesmo?
— Não se faça de desentendido. Ela é minha noiva! E você… um macho casado. Acasalado. Com uma fêmea marcada. Irmã dela. — Rhys disse de maneira ameaçadora. — Toque nela, e eu juro que perde não só a mão, Alfa Sheffer.
Kolby já não sorria, mas nada disse para Rhys, apenas virou-se para Lucretia.
— Sentia a sua falta, Lu.
— Meu nome é Lucretia. — Ela o corrigiu. — Não force uma intimidade que não temos, cunhado.
Kolby não gostou nada da forma como Lucretia o tratou, afinal de contas, ele tinha sido o noivo dela! Ela dizia que o amava e não fazia muito tempo!
[“Você é muito cara-de-pau! Ficou com a irmã dela, estava tramando pelas costas dela e agora quer que ela te receba com sorrisos e abraços? Só pode tá de brincadeira!”]
[“Quieto, Jax! Ainda podemos consertar as coisas!”]
Kolby já estava bolando um plano para reconquistar Lucretia e se ver livre de Diedra. No fim, ele não tinha alcançado o objetivo dele, já que a agora esposa dele era uma completa inútil! Ela não era a herdeira, e nem seria enquanto Lucretia estivesse ali. É, ele ainda podia dar fim em Lucretia e Corrado não teria outra opção que não anunciar Deidra como a sucessora, porém… Convivendo com Deidra todos os dias, Kolby queria morrer a cada duas horas. Ela era IN-SU-POR-TÁ-VEL!
Corrado chegou logo depois e Kolby se afastou, dando um passo para trás. Paciência. Ele precisava ter paciência, ou acabaria perdendo tudo pelo que tinha lutado até aquele momento. Rhys era a verdadeira pedra no sapato dele!
— Lucy! — Corrado falou, abrindo os braços, pronto para abraçar a filha. Ela não retribuiu o abraço, mas permitiu que ele passasse os braços pelo corpo dela. Corrado notou a frieza dela. — Está tudo bem?
— Sim. Só acho que vou sentir falta do meu noivo. — Ela falou e olhou para Rhys. Ele sabia que ela estava mentindo, porém, ele queria que fosse verdade, mesmo que não admitisse para ele mesmo.
— Ah, que fofo! — Jeane falou, andando de braços dados com a filha até eles.
O rosto de Lucretia endureceu imediatamente, porém, ela nenhum comentário fez.

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