— Não seja descarado! Não vou te levar pro meu quarto!
— Como pode dizer uma coisa dessas? Eu te levei pro meu quarto na primeira noite em que a conheci. Não acha que temos uma falta de confiança aqui do seu lado?
— Às vezes eu me perguntou onde está aquele Alfa turrão que eu conheci. — Lucretia falou e suspirou. — Você não me levou. Como um convite. Você mandou me arrastarem até lá.
— O efeito final é o mesmo.
Ela sacudiu a cabeça.
— Prometo que vou ser bonzinho. Deixa eu ver.
Lucretia franziu a testa e estreitou os olhos.
— Por que a insistência? Se vai ser bonzinho, então nem tem motivo pra subir até o meu quarto.
Rhys olhou em volta e segurou Lucretia pela cintura, colando os corpos dele.
— Eu vou ser bonzinho, não disse que não te foderia até você ficar sem andar por horas, sua gostosa! — ele disse e lambeu a pele lobo abaixo da orelha dela, arrancando um gemido alto de Lucretia. — Eu vou fazer o que você quiser. Isso é o que siginifica ser bonzinho.
E ele só era bonzinho com ela. Ele queria dizer, mas as palavras ficaram presas na garganta.
— Depois… do almoço. Tudo bem? — A voz dela já saiu bem mais fraca e manhosa. Rhys sorriu de orelha a orelha. — Você é…
— Delicioso? Gostoso? Um tesão?
Lucretia riu.
— Impossível. — Ela respondeu. — Do jeito que está agindo, até parece que está sendo sincero, sabia?
[“É porque estamos sendo sinceros.”]
[“Cala a boca, Embry!”]
[“Só porque tô dizendo a verdade? Mal posso esperar a hora de marcarmos essa fêmea perfeita!”]
Rhys sacudiu a cabeça. Lucretia sabia que ele tinha falado com o lobo dele, pela forma como os olhos dele desfocaram.
— Vamos voltar para a packhouse, mas não para o meu quarto. Ok?
— Lucretia… — Corrado a repreendeu.
— Eu não fiz nada! — Deidra falou, inocentemente. — Aquelas mensagens…
— Realmente. Você não fez nada. — Ela olhou para Kolby. — Você é uma santinha.
— Meninas, por favor… estamos almoçando. E temos visita. — Jeane falou de maneira a parecer uma mãe amorosa e compreensiva.
Lucretia focou em comer, esperando que aquilo terminasse de uma vez.
[“E pensar que passaremos uma maldita semana aqui!”] Kali choramingou, mas não tinha nada que Lucretia poderia fazer. Ela precisava aguentar, porque ela não tinha passado pelo que passou simplesmente para desistir. Não mesmo! Ela amava aquele bando e não ia deixá-lo cair nas mãos daqueles dois idiotas incompetentes e malvados!
Após o almoço — no qual Corrado tentou de tudo o que foi jeito puxar o saco de Rhys, Lucretia cumpriu com a palavra dela e levou o noivo até o quarto dela, junto com a mala.
— Sogro, não acha que é um pouco desrespeitoso que Lucretia leve o noivo para o quarto dela? — Kolby perguntou e Corrado o olhou sem muito entusiasmo.
— Com todo o respeito, Alfa Sheffer, não acho que seja a melhor pessoa para me dizer um negócio desses. — Ele falou e inspirou fundo. — Por sinal, quando você e Deidra vão para o seu bando?
Rhys, que tinha uma audição maravilhosa, ouviu esse pedaço da conversa.

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