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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 38

— Ainda não sabemos, sogro. Estamos aproveitando um pouco mais de tempo aqui. — Kolby disse. — Deidra e eu ficaremos mais um pouco. As coisas no meu bando estão controladas. Deidra quer… aproveitar o tempo com a irmã.

Corrado podia fazer vista grossa para as coisas que Deidra fazia, mas ele não era imbecil. Sabia que ela não gostava de Lucretia, sabia que a relação delas não era nada boa. Então, não existia isso de “aproveitar o tempo com a irmã”. Não mesmo!

— Eu só espero que vocês se comportem. Mantenha a sua esposa em cheque, entendeu?

Com isso, Corrado se virou e saiu. Rhys, que tinha parado bem depois da escada, sorriu de leve. Lucretia o cutucou.

— Já parou de bisbilhotar a conversa dos outros?

— Já. — Rhys respondeu com o maior descaramento.

Lucretia soltou um “ah…!” e o levou ao quarto dela.

Deidra havia tentado mandar Lucretia várias vezes para dormir em um quarto inferior, mas Corrado não tinha cedido. Nem mesmo depois que Lucretia saiu de casa, supostamente fugido, ele permitiu que Deidra transformasse aquele espaço em algo dela. Segundo ele, Deidra sairia em breve, não é mesmo? Pelo menos por um tempo, já que estaria casada com Kolby.

Dentro do quarto, Rhys olhou em volta. Ele esperava algo mais… feminino, mas o quarto de Lucretia era prático. Poucos móveis, apenas o necessário. Completamente branco. Tudo organizado.

— O que foi? — ela perguntou, sentando-se na cama.

— O seu quarto… não tem nada seu.

— O que quer dizer? Tudo aqui é meu. Na verdade estou surpresa que não tenham jogado as minhas coisas fora.

Rhys puxou a cadeira da escrivaninha e se sentou ali.

— É só que… bom, não é um lugar que eu entraria e diria: Lucretia! — ele sacudiu a cabeça. — É simples demais.

— E eu sou extravagante? É isso o que está dizendo?

Rhys, ainda sentado, arrastou a cadeira até onde Lucretia estava. Ele pegou uma mecha dos cabelos dela e a acariciou.

Lucretia o levou até o carro e observou enquanto o veículo sumia de vista pela estrada.

Ela voltou para dentro da packhouse e viu aquelas quatro pessoas, Deidra, Jeane, Corrado e Kolby. Era como se uma nuvem negra tivesse se instalado e Lucretia estivesse entrando na escuridão. Porém, ela não abaixou a cabeça. E ela não podia demonstrar fraqueza.

— Pai, acho que está na hora de continuarmos a trabalhar, não é? — Lucretia perguntou e Corrado limpou a garganta.

— Sim, claro. Venha. Vou te repassar os últimos acontecimentos no bando….

E a voz deles foi se tornando cada vez mais baixa conforme se afastavam da sala da packhouse.

Deidra os observava com pura malícia. Por que Lucretia sempre conseguia tudo o que queria? Ela esteve tão perto de vencer! Claro, Deidra não tinha qualquer intenção de desistir. Ela iria até o final para ser a herdeira. Com uma olhadela, ela percebeu ao canto como Kolby estava mudando. Ele olhava para Lucretia com os mesmos olhos que um dia olhou para ela enquanto era noivo da outra. Ela apertou os dedos contra as palmas das mãos.

“Se ele pensa que vai me descartar, está enganado. E se ele me testar, eu não só serei a herdeira daqui como tomarei o bando dele!”

Nada impedia que uma fêmea fosse a Suprema, então… por que Deidra não deveria tentar?

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