— Você quer que a minha noiva vá como acompanhante, para que a sua outra filha represente o bando? — Rhys perguntou com um sorriso de descrença e algo perigoso brilhou nos olhos dele. — Deidra Shaffer é a Luna do CrestMoon, enquanto Lucretia é a herdeira legítima do LongFang. Sua sugestão é mais do que ilógica, é ofensiva.
Corrado engoliu em seco.
— Tem razão. Foi um pensamento… — ele levou a mão para perto da cabeça, indicando com um gesto como se tivesse falando sem pensar. — Eu só queria que as duas fossem…
— E por que a esposa do Alfa Sheffer não iria? Ela vai acompanhá-lo. — Rhys insistiu. Deidra olhou para baixo. Rhys era muito intimidador, mas também, ela queria parecer frágil, como uma criança levando uma bronca injustamente.
— Pai, pare com isso. Rhys tem razão. Eu vou com Kolby.
Ela segurou o braço do marido, que enrijeceu. Ele não queria ir com ela! Preferia ir sozinho e inventar uma desculpa de que ela estava indisposta!
Rhys olhou para Deidra, e a intensidade fez com que o sorriso meio biquinho dela fraquejasse.
— Peço que me chame pelo meu título, Luna Sheffer.
Ela sentiu o peso das palavras dele e a respiração ficou presa na garganta.
— Perdão, Alfa Rhys Jarsdel. Eu pensei… como você está casando com a minha irmã….
— Títulos são importantes. Ainda mais quando não há intimidade. Meu casamento é com ela, não com a senhora. Portanto… não vejo motivos para informalidades.
Lucretia observava a interação com um leve sorriso nos lábios. Rhys podia não amá-la, mas estava cumprindo com o acordo sobre ser o companheiro dela. Ele a estava defendendo, mesmo quando fazia parecer que era pura antipatia da parte dele. Aquilo a emocionou.
Lucretia aproximou-se mais de Rhys, encostando-se nele. Parecia um movimento natural e sutil, porém, ele sentiu a garganta secando. Aquela fêmea estava brincando com fogo! A lateral do seio dela, mesmo que tendo as camadas de tecido das roupas deles no meio, raspou no braço de Rhys. Ele a castigaria naquela noite!
— Se não se importa, pai, acho que estou um pouco cansada. — Lucretia disse. — Gostaria de me deitar. E posso mostrar o quarto a Rhys.
Corrado ia negar, dizer que uma ômega faria aquilo, mas o olhar de Rhys o fez repensar. Ele odiava que o outro Alfa, no território dele, o fizesse se sentir daquele jeito sem nem mesmo falar nada ou usar a aura Alfa!
— Claro.
Ele enviou para Lucretia por conexão mental qual era o quarto. Ele havia pedido dessa mesma forma para que um quarto fosse preparado para Rhys.
— Com licença. E obrigado pela gentileza. Boa noite. — Rhys falou educadamente e seguiu com Lucretia para o andar de cima.
Kolby o fuzilava com o olhar e, assim que a dupla sumiu de vista, ele olhou para o sogro.
— Perdão, Alfa Bellanti, mas eu não gosto disso.

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