Lucretia olhou mais uma vez dentro da caixinha de jóias. Não era possível que o colar que tinha pertencido a mãe dela simplesmente sumiu! Era uma das poucas lembranças físicas que Lucretia possuía!
Ela abriu as gavetas novamente, olhou dentro do armário, até mesmo dentro do banheiro! A resposta era evidente: alguém pegou. E Lucretia poderia colocar a mão no fogo que tinha dedo de Deidra, ali.
— Ugh!
E agora? Ela tinha outras jóias, poucas, mas tinha. Mas nenhuma substituiria o colar da mãe dela!
Como uma flecha, ela saiu do quarto e foi direto ao quarto do pai. Bateu na porta e esperou.
— O que houve? — Corrado perguntou, arrumando a gravata. — Por que não terminou de se arrumar, ainda? Temos pouco tempo.
— O colar da minha mãe sumiu. E sim eu procurei até no banheiro! Revirei tudo. Sumiu!
Corrado sabia qual colar era. Não porque ele tivesse visto naquele dia, mas porque foi o colar que Glenda mais amava e usava todos os dias. Até o momento em que soube da traição dele. O mesmo colar que ele tinha dado a ela no dia da cerimônia de acasalamento.
— Você pode ter perdido…
— É sério que o senhor vai tentar jogar isso pra cima de mim? Eu não uso o colar da minha mãe porque não quero que se perca, por acidente. Nem que ele sofra danos. Mas hoje eu quero usar. E então, ele some. Ontem eu o vi na caixa de jóias quando estava verificando se tudo estava em ordem!
Lucretia era do tipo que revisava diversas vezes, conforme a data de algo fosse se aproximando. Ela odiava errar, odiava “ops, esqueci”. Então, ela era muito cuidadosa.
No dia anterior, quando o vestido ajustado chegou, ela verificou as jóias que usaria, bem como maquiagem, sapato, peças íntimas… tudo o que usaria no dia do evento. O colar foi retirado de um dia para o outro!
No dia anterior, Lucretia precisou ir até o galpão de armazenamento, pois houve uma emergência. Ela saiu, sem pestanejar, e quando voltou, sentiu algo errado no quarto, mas não havia nenhum cheiro estranho. Apenas o de limpeza, já que era comum algum ômega passar pelos quartos, limpando na ausência dos patrões. Ela nunca os proibiu de entrar no domínio dela!
Porém, era evidente que alguém se aproveitou daquela brecha. E se um ômega roubou, justamente aquele colar, sabia o que procurava.
— Quero uma busca. — Lucretia falou e Corrado soltou o ar.
— Não já tempo para…
— Quero o meu colar na minha caixa de jóias quando eu retornar, pai. O senhor e eu sabemos que essa não é a primeira vez que algo meu some. — Ela disse, seriamente. — Antes, o senhor dizia que era falta de cuidado, ou qualquer outra desculpa, só para não punir os culpados. Mas antes eu estava sozinha. Não estou mais.
Os olhos de Corrado estreitaram-se e escureceram.
— Está me ameaçando, Lucretia? Eu ainda sou o Alfa deste bando!
— Estou ameaçando quem quer que esteja por trás disso. — Ela falou sem pestanejar. — O senhor, como Alfa, não vai deixar um roubo passar desse jeito, não é?
Ele apertou os lábios em uma linha tão fina que estes sumiram.
— Nós temos um evento para ir.
— Sua autoridade vale mesmo fora do território, no que concerne nossos membros.

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