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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 55

— Não quer… Lucretia infeliz? — ela perguntou em uma voz baixa. — O que diabos isso significa, Kolby? Arrependido de ter ficado comigo?

Deidra foi se aproximando de Kolby, mostrando os dentes. Ele permaneceu parado.

— Ela não quer você. E por que iria? Ela tem Rhys Jarsdel.

Aquelas palavras atingiram o ponto fraco de Kolby. Além de ser um macho que andava colocando as mãos — e mais do que isso — em Lucretia, era alguém superior em todos os aspectos a Kolby. Ser um Alfa o colocava acima de muitos lobos, porém, mesmo entre os do top, sempre existia quem fosse mais forte.

Ele se moveu rápido e segurou Deidra pelo pescoço, prendendo-a contra a parede.

— Eu estou de saco cheio dos seus joguinhos! Eu sou o Alfa, eu mando em você, de todos os jeitos, Deidra. Você não é ninguém, não tem poder, não tem a capacidade para pensar que pode falar comigo como se fôssemos iguais! — ele falou de um jeito ameaçados, entre dentes, o rosto perto do de Deidra. — Se você me acha pouca coisa, deveria começar a olhar para você mesma.

Ele a soltou e ela, que estava ficando quase roxa, segurou a garganta, tentando recuperar o ar.

— Nunca mais você vai falar comigo desse jeito, entendeu? E se eu sonhar que está pensando em ir pelas minhas costas para se vingar de alguma forma, eu juro, Deidra, você vai virar comida de peixe! — Kolby estava absolutamente aterrorizante. Deidra nunca o tinha visto daquele jeito. — E termine de se arrumar de uma vez! Ao menos pra isso você tem que servir!

E ele saiu do quarto, batendo a porta, com raiva.

Por que ele tinha trocado Lucretia? Maldição, aquela vadia da Deidra era apenas um peso morto! Ele tinha a herdeira nas mãos, pra que ele precisaria de uma terceira pessoa para derrubar a herdeira e substituí-la? Como ele pode ter ficado tão cego E BURRO?

Agora, Lucretia estava com o maldito Rhys Jarsdel e a única forma de Kolby superá-lo e recuperar a fêmea que sempre deveria ter sido dele era apenas uma: tornar-se melhor do que aquele Alfa. Era se tornar o Supremo. O Alfa mais poderoso, destravar todas as capacidades que o sangue dele poderia garantir. Ele precisava não só de treino, ele precisava da bênção da própria Selene.

A questão era: como?!

Como é que ele ia conseguir mostrar à Deusa da Lua que ele era a melhor opção para liderar todos os lobos?

Eles já estavam já muito tempo sem um Supremo, que só podia aparecer com a morte do antigo. O último Supremo que andou por aquelas terras foi há duzentos anos. Conforme o tempo foi passando, foi ficando mais e mais espaçado ter um novo no trono.

Pelo que tudo indicava, na situação atual, se houvesse um Supremo, esse seria Rhys.

Rhys, por sua vez, não se dava conta de nada em torno dele, porque tudo o que ele conseguia ver e ouvir era Lucretia.

O vestido vinho, com o decote de coração, mas com alças bem finas mais próximas aos ombros, fazia com que o busto de Lucretia ficasse lindo, mas não vulgar. O tecido levemente brilhoso descia pelo corpo dela, marcando delicadamente suas curvas, abrindo-se em uma fenda abaixo do joelho, garantindo que ela parecesse uma figura elegante.

Os cabelos estavam presos em um coque com alguns fios caindo. Lucretia estava com um par de brincos longos, já que não tinha o colar que usaria, precisou trocar de estratégia.

Rhys retirou do bolso duas caixas: uma pequenina e outra mais comprida. A primeira ele abriu e era um lindo anel de platina, com um diamante bem no meio e pequenos outros até a metade do corpo do anel. Ele deslizou pelo dedo de Lucretia.

— Um anel de noivado decente. — Ele falou enquanto olhava nos olhos dela. Pegando a outra caixa, revelou-se ser uma pulseira de diamantes. — Um presente para a minha linda e maravilhosa noiva.

— Oh, Rhys…

Ele ia abraçá-la, mas Jeane colocou a mão no meio. Rhys olhou para a fêmea como se pudesse matá-la.

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