Antes que ela pudesse se mover mais, algo bateu com força na bochecha dela. Um tapa. O rosto de Lucretia virou para o lado e, o local atingido, começou a arder bastante.
— Quem é você? O que quer?!
Ela não conseguiu conter a raiva na voz dela.
Um puxão no cabelo a fez soltar um som abafado, mas ela não gritou.
— Escuta aqui, vadia! Não consegue compreender a sua situação! É burra?! — o macho que estava falando com ela deu mais um puxão forte, fazendo com que a cabeça latejante de Lucretia fosse para trás. A luz forte a cegava e ela só discerniu um vulto escuro em cima dela. — Você tem uma boquinha bem atrevida. E, por causa disso, vai ter que pagar alguns estragos que ela fez!
Lucretia queria dizer: vai se ferrar!, porém, ela manteve os lábios bem fechados, enquanto semicerrava os olhos.
— E você é bem bonita. Eu tinha ouvido falar que a Herdeira do LongFang era uma ruivinha deliciosa, só não imaginava que você fosse superar as minhas expectativas! — Ele soltou uma risada e Lucretia sentiu a bile subindo-lhe pela boca.
— O que quer? Quem te mandou fazer isso? O que pagaram, eu pago mais.
— Uuuuh, eu não duvido que tenha a grana. A questão aqui, lindinha, é a seguinte: eu cumpro com meus acordos. Chame isso de “honra de bandido”. — E ele riu alto novamente. — Dito isso, aqui vai mais um pontinho de informação: você e eu vamos nos divertir muito. De muitas maneiras.
— É melhor você me matar. — Lucretia disse, confiante. — Porque se eu sair daqui viva, eu acabo com você. Mas… eu não sou a única. Se for descoberto…
— Ninguém vai me achar. E ninguém vai te vingar. Acha o quê? Ah, é… o seu “noivo”. Você acha que ele vai ficar tristinho e com raiva, daí vai me dar uma surra? — o macho perguntou. Ele aproximou a boca do ouvido de Lucretia e ela sentiu a urgente necessidade de se jogar para o outro lado. — Por que ele faria isso? Ele odeia os Bellanti. E foder você não muda isso! Você nem mesmo sabe quem me mandou aqui, e fica aí criando histórias na sua cabeça.
Ele a soltou com força, fazendo com que a cadeira virasse e Lucretia caísse. Os nós estavam bem dados, então, não afrouxaram.
Enquanto o macho ria, as palavras dele eram o que ecoavam nos ouvidos de Lucretia. Rhys a odiava. Mas… isso era antes, não era? Quer dizer, ele não a amava, ela sabia que não. Nem se iludiria. Porém, ele parecia sentir a falta dela, parecia gostar dos momentos que passavam juntos — e ela não estava falando apenas do que faziam na cama —, então, como ele poderia ainda odiá-la? Essa era uma palavra forte. Ódio. Lucretia não acreditava que ele ainda a odiasse. Ela não o odiava.

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