Novamente, Peter entrou com a comida.
— Peter, você tem um sonho?
Ele não respondeu e estendeu a colher cheia de mingau para Lucretia.
— Aproveita que ainda tá quente.
— Falo sério. Eu sonho em liderar o meu bando, levá-los a evoluir cada vez mais, ver todos felizes e realizados, sem miséria, sem violência. E você?
Peter engoliu em seco e suspirou.
— Se está tentando me levar pro seu lado, está perdendo o seu tempo.
— Por quê? — a pergunta saiu imediatamente da boca de Lucretia. — O que é tão bom em estar do lado de quem sequestrou alguém que não fez por merecer?
Peter a encarou, abaixando a colher.
— Acha que não merece?
— Mereço? Se sim, por favor, fale.
Lucretia ficou olhando para Peter e, por um momento, ela podia jurar que viu dúvida passando pelos olhos dele.
— Cada um sabe do próprio coração. Mas ouvi algumas coisas sobre você.
— Oh, é mesmo? Deixe-me adivinhar: eu roubei o noivo da minha irmã. Depois, o traí. Fui para o bando inimigo. Traí meu povo. É isso? — ela perguntou com um sorriso debochado no rosto. — Essa é a fofoca, certo?
Peter assentiu com a cabeça.
— Agora, vamos aos fatos: conheci o Alfa Kolby Sheffer, namoramos, noivamos. Minha irmã o conheceu através de mim, quando ele pisou na nossa packhouse. Depois, eu o peguei transando com ela, enquanto discutiam me matar após o casamento, para tomarem o bando. — Os olhos de Peter se abriram. — Fugi, fui perseguida, parei em outro bando.
Ela não contaria que Rhys a fez de escrava, que colocou até mesmo uma coleira no pescoço dela.

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