Todos os sentidos de Lucretia se elevaram — e teria sido melhor se o efeito da droga já tivesse cessado!
“O que foi isso? Será… Rhys?” ela se perguntou, cheia de esperanças, movendo as amarras, como se isso fosse afrouxá-las.
O sorriso de Lucretia logo sumiu quando ela viu quem estava ali.
— Alfa… Sheffer? — ela perguntou baixo e lentamente.
— Lu! — ele disse, o rosto cheio de preocupação, mas também de alívio. Kolby foi para as amarras que prendiam Lucretia à cadeira e a libertou, abraçando-a em seguida. — Oh, Selene, eu pensei… pensei que não te veria nunca mais!
Ele a segurou pelos ombros e se afastou apenas para poder olhá-la melhor.
— Você tá ferida? Eles fizeram alguma… — os olhos de Kolby pousaram nos pulsos dela e ficaram mais escuros. — Desgraçados!
Lucretia estava ainda em choque. Sim, ela estava feliz em ver alguém que não fossem os sequestradores, pois significava que ela poderia ir para casa. No entanto, por que tinha que ser Kolby? Por que ele?
— Eu quero ir embora. — Ela falou, interrompendo o que fosse que Kolby dizia. Lucretia olhava para baixo, os cabelos cobrindo-lhe o rosto. — Agora.
Kolby não insistiu em perguntar mais nada, a ajudou a se levantar e, ao ver como Lucretia estava fraca, ele se posicionou para poder carregá-la no estilo noiva, mas ela o impediu.
— Lu, você tá…
— Posso andar. — Ela disse e Kolby apenas suspirou, assentindo e a ajudando a sair do local.
Lucretia só tinha visto aquele quarto o banheiro. Este ficava bem ao lado, então, não via o restante da “casa”. Ao ver como era, ela absorveu cada um dos detalhes. Era uma casa pequena, mas não minúscula, de apenas um andar. A sala cabia dois pequenos sofás, uma poltrona, uma mesinha de centro. Sem TV. A cozinha era de tamanho confortável.
— O que pensa que está fazendo, Beta? — Kolby perguntou, tentando tocar em Lucretia novamente, mas o Beta afastou-lhe a mão. — Que tipo de ousadia é essa? Eu sou um Alfa!
O aperto de Martin não feria Lucretia, ele apenas deu-lhe um susto. Agora, estava posicionado na frente dela.
— Ela é a Luna do nosso bando, Alfa Sheffer. Ela tem um macho, o Alfa ao qual eu sirvo. Além disso, você é o ex-noivo dela. O Alfa Rhys Jarsdel não vai querer o seu cheiro nela.
Kolby trincava os dentes, olhando para Martin como se pudesse arrancar-lhe a cabeça.
— Onde está Rhys? — Lucretia perguntou e Martin não se virou para responder a ela.
— Vindo. Já enviei a mensagem. — Ele falou e, de fato, não demorou nada para que um esbaforido e desalinhado Rhys aparecesse em uma esquina. Os olhos dele focaram-se somente em Lucretia e ele correu para ela.

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