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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 69

— O que acha, senhorita Bellanti?

O tom de Peter foi um pouco menos rígido do que antes, o que fez Lucretia sentir que estava tendo alguma vantagem, ali. Peter não parecia uma pessoa ruim. Por que estava naquela vida?

Ela sentou-se, sem reclamar, e deixou que Peter a amarrasse novamente.

— Não vou fugir. Mal consigo andar. Poderia não apertar muito? Meus pulsos doem.

Peter olhou para as marcas vermelhas na pele alva de Lucretia e sentiu um peso na consciência, já que era ele quem vinha amarrando-a.

Ele deixou um pouco mais frouxo o nó. Como ela mesma tinha dito, estava fraca. Para onde correria? Como?

— Desculpe se estou sendo intrometida, mas… por que faz isso?

Peter, que estava apoiado em um joelho no chão, levantou o rosto e encarou os olhos claros de Lucretia.

— A que se refere?

— Isso. O que está fazendo comigo. — Lucretia respondeu. — Por quê? Problemas em casa?

Peter apertou os lábios.

— É — ele falou —, está sendo intrometida.

Com isso, Peter levantou-se e saiu do quarto, deixando Lucretia sozinha.

Se Peter fizesse aquilo por gosto, não pensaria duas vezes antes de dizer.

“Se eu descobrisse, talvez pudesse mudar algo,” ela disse a si mesma, mordendo os lábios. Ela poderia levá-lo para o lado dela. “E Rhys talvez não o matasse.”

Rhys. Pensar nele dava um certo nível de conforto a Lucretia. Ela se perguntava se ele estava procurando. Se realmente ainda via a relação deles como um mero contrato. Lucretia não o fazia. Ela estava mais do que apenas interessada naquele Alfa, e depois de tudo o que viveram, ela não poderia simplesmente dizer: acabou. Tchau.

Enquanto Lucretia pensava nele, Rhys só tinha ela em mente.

— Por acaso a terra a engoliu?!

— Seria impossível ela estar tão longe. Lucretia não estava tempo suficiente fora. O carro ainda vazava! Não… ela não está longe.

Martin franziu as sobrancelhas e colocou os dedos debaixo do queixo.

— Rhys… e se… e se ela estiver aqui?

— Aqui? — Rhys perguntou. — Como ela estaria aqui e nós não saberíamos?

— Pensa comigo: se não havia tempo para sumir com ela pra longe, ela tinha que estar nas redondezas. Tem sempre guardas ali onde encontramos o carro e nos arredores. Não poderiam andar com ela para levá-la aos poucos cada vez mais pra longe. — Martin disse.

— Continue. — Rhys pediu, olhando para baixo, concentrado.

— Tem duas opções: ou estão se movendo por debaixo da terra. Bem lá pra baixo. Ou… estão aqui. Debaixo dos nossos narizes, onde não procuramos tanto quanto lá fora.

A mente de Rhys estava levando as palavras de Martin em consideração. Fazia sentido. Total sentido, na verdade.

— Eu quero que não reste pedra sobre pedra revirada aqui nesse bando. Quero que procurem entradas para algum porão. Qualquer coisa. — Rhys colocou a mão no ombro de Martín. — Espero que agora consigamos!

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