Sem querer despertar o sono dela, ele se deitou calmamente e passou o braço por baixo da cabeça dela, com cuidado. Ela se virou e o abraçou, aconchegando-se no peito de Rhys.
Aquela sensação tão boa de ter Lucretia não tinha comparação. Rhys demorou a aceitar o que sentia, porém, desde que ela tinha retornado e ele pode se envolver no calor dela novamente, sabia que nunca mais ficaria sem. E não a teria apenas como uma Luna por ser forte e um bom negócio, mas sim porque não havia outra fêmea para ele.
A certeza de que, se ele pudesse sentir a conexão entre companheiros, ela seria a dele.
Ele acabou adormecendo junto com ela e, quando acordaram, o dia já estava transformado em noite. Rhys pediu que a comida fosse levada para eles no quarto.
Antes de acordar Lucretia, ele viu o telefone dela, que estava em cima da mesinha de cabeceira, acendendo a tela. Não foi a intenção dele ler, mas o nome “Alfa Sheffer” chamou a atenção dele.
Kolby estava mandando mensagem para Lucretia? O que diabos era aquilo?
Ele pegou o aparelho, sem pensar duas vezes, e usou a digital de Lucretia para destravá-lo.
ALFA SHEFFER: Lu, não aguento mais de saudade.
O olhar de Rhys escureceu na mesma hora. Ele fechou os olhos e contou até dez. Ele não duvidava da lealdade de Lucretia, mas a maldita mensagem era como veneno, espalhando-se pelas veias dele.
A vontade dele era de responder, de maneira malcriada, mandar Kolby Sheffer para os quintos dos infernos. Porém, ele era um Alfa, educado, bem composto e maduro. Isso era o que ele dizia a si mesmo. Além disso, aquele era o telefone de Lucretia. Mesmo que ele usasse o dele mesmo para falar com o Alfa atrevido, ficaria na cara que ele havia bisbilhotado o aparelho dela e Lucretia não gostaria nada daquilo. Por isso, Rhys engoliu a raiva e colocou o celular de volta onde estava antes.
[“É melhor você pedir que apressem a comida. Já, já ela vai acordar. E nossa fêmea precisa estar alimentada,”] Embry falou e Rhys conseguia sentir a tristeza dele. Sem Kali, ele sentia-se sozinho, abandonado. Uma vez que eles haviam escolhido Lucretia, a loba dela era a parceira de Embry. E a ausência dela o machucava.
Assim que a comida chegou, Rhys acordou Lucretia com beijos e ela, em vez de apenas se espreguiçar, passou os braços pelo pescoço dele e Rhys sorriu de lado.
— Com fome? — ele perguntou sugestivamente.
— Muita. — Lucretia respondeu e desceu uma das mãos para o peitoral desnudo dele. — Você está assim pra me provocar, não é?

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