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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 78

— Alô…

A voz de Lucretia saiu vazio e Kolby percebeu, claro. Porém, ele não se importava. Ele teria paciência, dessa vez.

— Lu, eu liguei pra saber como você tá. Tentei te visitar, mas… Enfim, não quero te causar problemas.

Ele usava um tom manso, quase como se fizesse um biquinho ao falar, o que lembrou a Lucretia como Deidra costumava fazer quando queria algo. Isso só fez com que ela involuntariamente torcesse a boca em desgosto.

— Estou bem. Quanto ao susto do sequestro, vou me recuperar. — Lucretia falou. Ela não queria dever nada. No fim, Kolby estava lá por ela. Ele a salvou. Rhys teria chegado, mas mesmo assim, ela não seria ingrata. Mesmo que desconfiasse da participação de Kolby. — Obrigada por me ajudar. Por ter ido ao meu socorro.

Kolby sorriu do outro lado da linha.

— Lu, eu sei que fui um bastardo com você. Eu… falei merda, mandei te perseguirem. Mas eu não queria que morresse. Eu só fiquei possesso. E pedi que te levassem de volta ao bando. Não era pra te machucarem!

Lucretia inspirou fundo, cansada, entediada, o que Kolby ouviu e engoliu em seco. Não podia perder aquela chance.

— Eu sei que errei, que traí você, os nosso votos e os nossos sentimentos! — Ele soltou o ar de maneira que parecia quase um choro. A voz dele embargou. — Sempre vai ser você. E eu sei que preciso conviver com…

— Alfa Sheffer. — Lucretia o interrompeu. — O que aconteceu entre nós dois, deve ficar onde está: no passado. Você tem uma esposa, eu tenho um noivo. Não há motivo para ficarmos relembrando essas coisas. Eu sou grata pela ajuda. Vamos considerar… que não temos mais uma dívida. Você tentou me matar, depois ajudou a me salvar.

As palavras de Lucretia tinham um significado claro: não há mais qualquer motivo para falarmos do que houve porque, de agora em diante, cada um segue seu caminho.

Como Deidra, mesmo sendo a meia-irmã, não era próxima dela e nem mais vivia no LongFang, a não ser em eventos e situações que pedissem o encontro ou mesmo interação mínima, eles não precisavam trocar uma só palavra.

Nesse momento, ela sentiu uma certa inveja dos humanos. Quando brigavam, podia inclusive se mudar, mudar de cidade, de estado… de país! E essa distância física criava uma barreira emocional, também. Mas ela não tinha esse luxo. Nem ela e nem Rhys poderiam ir embora. Então, o jeito era aprender a conviver. Eles eram todos “vizinhos”, ao fim e ao cabo.

Ela decidiu se ocupar com leitura. Não queria mais pensar em bandos, disputadas, e nem sequestro. Queria esquecer por um momento tudo ao redor dela. Inclusive o silêncio da loba dela. Até o momento, ela não havia retornado.

Haylie queria visitá-la, mas Rhys pediu que Lucretia descansasse um pouco. E que no dia seguinte, elas poderiam se encontrar. A moça aceitou, afinal, agora ele era o Alfa dela.

Quando Rhys entrou no quarto — ele tinha tomado banho em outro banheiro, para não chegar em frente a Lucretia com cheiro de sangue e nem com uma aparência que a lembrasse do ocorrido. Ele queria oferecer paz, a ela —, viu que Lucretia estava na cama, dormindo, com um livro nas mãos.

E sorriu de leve e se aproximou. Relaxada como estava, ele podia ver como ela ainda era nova. E mesmo com as olheiras debaixo dos olhos, ela era lindíssima. Uma pintura. Quase irreal. O coração dele disparou enquanto ele subia de leve no colchão.

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