Vestindo uma camisa branca e uma calça preta encurtada, Laís Monteiro foi direto para dentro do canteiro de obras.
No interior, Lídia já havia mandado os funcionários trazerem engradados de refrigerante gelado, distribuindo-os para todos os que haviam ajudado na batalha.
Quando Laís entrou, os trabalhadores erguiam as latas, brindando em pura euforia.
— Mãe! A senhora está bem? Por que eles apareceram do nada para arrumar confusão aqui na obra?
Laís atravessou a multidão e agarrou imediatamente as mãos de Lídia, perguntando com preocupação.
Ao ver que era Laís, Lídia a levou apressadamente para o escritório provisório ao lado.
Embora as palavras de Melissa a tivessem irritado, a vitória esmagadora havia sido revigorante.
O humor de Lídia estava nas alturas, transparecendo em seu rosto:
— Eles vieram até aqui para arranjar sarna para se coçar, então eu tive que fazer as honras e ser anfitriã. Fique tranquila, a sua mãe está ótima. Com o meu poder de luta, mesmo se viessem mais dez, não seriam páreo para mim!
Ao ver que Lídia estava bem, Laís suspirou de alívio:
— Que bom que a senhora não se machucou. Vi o vídeo que postaram nas redes sociais e tomei um susto. Achei que eles tivessem trazido gente para brigar.
Lídia riu com desdém:
— Foi o Felipe. Ele devia estar desesperado, engoliu o orgulho e veio para cá ser supervisor de obras, dizendo que queria aliviar o meu fardo. Mas baixar a crista agora, de que adianta? Por que não fez isso antes? Se ele não tivesse sido tão cruel no passado, talvez eu até a aconselhasse a dar-lhe outra chance por causa de Aline.
Laís balançou a cabeça com firmeza:
— Mãe, impossível. Estou decidida, o divórcio tem que acontecer.


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