Após terminar de xingar, Laís desligou o telefone secamente e, em seguida, arrastou aquele número para a lista de bloqueio.
Sofia tremia de raiva dos pés à cabeça, quase cuspindo sangue de tanta fúria.
Ao ligar de novo, o aparelho apenas emitia o som frio de ocupado.
Uma bola de fogo ardia presa em seu peito, sem conseguir sair, e, tomada por uma forte onda de ciúmes, ela discou o número de Jorge com os dedos trêmulos:
— Jorge, seu desgraçado! Você abandonou esposa e filho, vai ter um fim trágico! O seu caso com aquela vadia da Laís, mais cedo ou mais tarde, terá o que merece!
— Eu te digo uma coisa, me perder foi o maior erro da sua vida! Agora fui reconhecida pela família Siqueira e logo serei uma alta executiva do Grupo Próspero! Quando isso acontecer, eu serei a cliente de vocês! Ainda dá tempo de você expulsar a Laís do Rio Grande, caso contrário, eu não terei a menor pena dela no futuro!
No meio da noite, as veias das costas da mão de Jorge saltavam enquanto ele segurava o celular. Sua voz era fria como gelo:
— Sofia, eu não estou te dando ousadia demais? Para você vir latir para mim no meio da noite!
— Se me der mais um telefonema de assédio, vou convocar uma coletiva de imprensa e tornar público o teste de DNA do seu filho. Quero só ver se a família Siqueira consegue suportar tamanha vergonha!
— Suma!
Jorge desligou o telefone indignado, com a raiva acumulada no peito fervendo como magma, deixando seu corpo inteiro em brasas.
Nesta noite, ele estava hospedado na Mansão Andrade.
Como tinha o sono leve, Clara Campos ouviu o rugido vindo do quarto do filho e entrou apressada, vestindo um casaco:
— Filho, o que houve? Por que tanta raiva no meio da noite, estava brigando com quem?
As têmporas de Jorge latejavam.
A sua paciência com Sofia havia chegado ao limite absoluto.

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