Entrar Via

A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 706

Sofia acompanhou Siqueira até entrarem na luxuosa van executiva que a família enviara especialmente para buscá-los.

Siqueira acomodou-se em um assento próximo à janela, enquanto Sofia sentou-se a seu lado.

De súbito, Siqueira falou em voz baixa:

— Sofia, como está o relacionamento entre a sua tia mais velha e o seu tio ultimamente?

Sofia permaneceu estática por alguns segundos antes de responder: — O meu tio quer se divorciar, mas a minha tia não quer. Meu primo e minha prima também discordam, então a situação encontra-se num impasse no momento.

Após terminar de falar, Sofia fitou Siqueira com dúvida:

— Pai, por que você de repente perguntou sobre isso do nada?

— Não é nada — o tom de Siqueira carregava um significado oculto. — Estava apenas me informando sobre uma velha amiga. Você não sabia que a sua tia e eu fomos colegas de turma no ensino médio? Nós éramos muito próximos na escola...

Sofia nunca havia escutado aquela história.

E, de toda forma, ela não estava muito interessada no assunto.

Em comparação, a cena que acabara de testemunhar — de Jorge segurando a filha de Laís e comportando-se como se fossem uma verdadeira família — causava uma dor muito mais aguda em seu coração.

Naquele momento, o seu ódio contra Laís fluía infinitamente, como as águas do rio Amazonas.

Agindo instintivamente, ela enlaçou o braço de Siqueira e falou de modo hesitante:

— Pai, você não poderia unir forças com o Felipe e expulsar Laís e Jorge da elite de Marbella?

— Acredito que, com a força combinada do Grupo Próspero e do Grupo Vasconcelos, se atuássemos em conjunto para pressionar Jorge e Laís, não restaria a menor chance de eles continuarem sobrevivendo em Marbella.

A expressão de Siqueira ainda estava um tanto dispersa, de modo que ele não assimilou perfeitamente as palavras da filha.

Ao perceber o estado absorto dele, Sofia sacudiu-lhe o braço levemente, protestando com uma voz mimada:

— Pai, por que você não está prestando atenção em mim...

Siqueira despertou de seus pensamentos: — Ah, você está sugerindo que o Grupo Próspero e o Grupo Vasconcelos se aliem? Por mim não há problema; contanto que o Felipe concorde, eu sem dúvida irei cooperar.

— A propósito, Sofia, o que o Felipe costuma fazer em seu tempo livre? Quais são os hobbies dele?

— Desde que descobrimos nossos laços familiares, todas as vezes que ela me vê, o seu olhar é sempre frio. Ela não demonstra qualquer expressão, como se não estivesse nada feliz em ter me reconhecido.

Siqueira sentenciou:

— Não importa o que ela ache, a opinião dela não tem relevância.

— Contanto que eu a reconheça como minha filha, dentro da família Siqueira ninguém ousará maltratá-la.

— Porém, Sofia, a partir de hoje você terá que me escutar e ficar bem longe de pessoas duvidosas, compreende?

Ela assentiu com docilidade:

— Sim, pai, eu entendo. Não causarei mais problemas de agora em diante.

Assim que suas palavras terminaram.

No momento em que o veículo aguardava a abertura do semáforo, Sofia espiou pela janela e, de modo repentino, vislumbrou através do vidro um rosto familiar e maligno no carro que se encontrava na pista oposta.

Todo o seu corpo foi sacudido por um calafrio instantâneo e, por impulso, ela soltou um grito estarrecedor!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís