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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 707

Era Sandro Ramos.

Ele realmente havia regressado a Marbella!

Sofia jamais poderia imaginar algo assim; quando conseguiu recobrar os sentidos e esticou a cabeça para o lado de fora em busca de um segundo olhar, a luz verde do semáforo já brilhava, e aquele automóvel já havia partido em velocidade.

— Qual é o problema? O que foi que você viu, Sofia?

Assustado pelo grito repentino, Siqueira inquiriu a filha com urgência.

Ainda com a respiração ofegante pelo choque, ela murmurou:

— N-não é nada, parece que vi um velho amigo meu sentado no carro que acabou de passar.

Apenas um segundo após concluir a sua fala, o seu celular emitiu um bipe.

Era uma mensagem de Sandro, que dizia:

— Sofia, voltei ao país. Fique tranquila; comigo aqui, ninguém terá a audácia de feri-la.

Ao ler aquele breve texto, o peito de Sofia encheu-se de um misto de terror e êxtase.

O terror residia no fato de o regresso súbito de Sandro significar que ele voltaria a materializar-se abruptamente em sua vida, projetando aquela sombra fria e horripilante que a preenchia de pavor.

A euforia advinha da certeza de que, com Sandro por perto, haveria táticas intermináveis para fustigar Laís e Jorge, destruindo completamente a atual vida harmoniosa da mulher.

Sofia meditou por um segundo e, com rapidez, digitou uma resposta:

— Assim que possível, irei procurá-lo.

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Todos os indicadores dos exames de Aline estavam excelentes; a sua altura ultrapassava a média e o seu peso era substancial; além disso, todos os seus reflexos eram absolutamente normais.

Acima de tudo, revelou-se um bebê com excepcional estabilidade emocional, visto que quase não derramou lágrimas em momento algum. Bastou que as enfermeiras brincassem um pouco com ela para que abrisse um sorriso de encanto.

Laís encontrava-se inicialmente de muito bom humor, porém, deparar-se com o grupo de Felipe e a sua laia acabou destruindo por inteiro o seu ânimo alegre.

Após chegar em casa com Aline nos braços.

Laís e Jorge dirigiram-se ambos à empresa.

Severino afirmou de pronto que, assim que ela desembarcasse no País A, enviaria os seus próprios asseclas para a escoltar, providenciando as suas refeições e alojamento da melhor maneira imaginável, pedindo a Laís que livrasse a mente de quaisquer inquietudes.

Tendo concluído o telefonema com o seu amado irmão, Laís sentiu as nuvens opacas dentro de si dispersarem-se, cedendo o seu lugar apenas à mais pura e espessa exultação.

Ato contínuo, Jorge bateu com suavidade na porta do escritório de Laís.

Segurava entre as mãos um belíssimo buquê de Lírios Perfumados, aproximando-se e entregando-o a Laís:

— Laís, os meus mais cordiais parabéns. Você deu mais um passo em direção ao sonho em seu coração.

Laís recolheu os lírios cheia de júbilo e gratidão:

— Eu te agradeço do fundo do coração. Graças aos seus conselhos de mestria, isto foi possível, de outro modo as minhas meras habilidades jamais me valeriam a medalha de ouro.

Jorge balanceou a sua cabeça ao escutar as suas palavras:

— A essência desta vitória repousa em sua própria dedicação incansável; você jamais virou as costas a si mesma. Laís, sinto o maior dos orgulhos de você.

Laís emitiu um sorriso cúmplice; o olhar que direcionou a Jorge transbordava uma gratidão profunda e indelével:

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