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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 726

Dessa vez não seria muito agradável inventar mais uma desculpa, então Laís prontamente concordou.

Ela tirou um vestido-camisa azul-claro do guarda-roupa, aprontou-se de forma rápida e saiu de casa em seguida.

A localização enviada por Clara Campos era a Casa de Chá Serenidade, um lugar silencioso e pacífico.

Laís empurrou a porta para entrar, e o que atraiu a sua visão de cara foi a comprida e alongada mesa, sobre a qual havia diversos tipos de flores e materiais de montagem dispostos, assim como alguns vasos e outras ferramentas de floricultura.

Clara vestia um moderno vestido branco e estava conversando com Hebe, a renomada mestre em arranjos florais de Marbella.

Elas pareciam estar em um papo bastante animado, por isso, naquele instante, não haviam percebido a aproximação de Laís.

Laís andou até elas, prestes a começar a cumprimentá-las.

Inesperadamente, ouviu um tom jocoso flutuando da conversa:

— Fiquei sabendo que o seu filho, ultimamente, anda bem íntimo da ex-nora da família Vasconcelos.

Essa frase havia sido perguntada de forma abrupta por Hebe; Clara ficou atônita e instintivamente respondeu:

— É verdade. Meu filho e Laís sempre foram bons amigos, qual o problema?

Hebe contraiu os lábios, soltando um sorriso cheio de malícia:

— Nada não, é que ouvi algumas coisas a respeito da ex-nora deles, fiquei com medo de que seu filho acabasse sofrendo e sendo engabelado, não pude evitar te dar uns avisos.

O semblante de Clara endureceu de leve, e um tanto constrangida, perguntou:

— Que coisas, me diga o que é.

— E ouvi dizer também que, o real motivo para a família Vasconcelos não ter aceitado aquela criança é que Laís tem uma maldição de família, com propensão a câncer. Na família dela ninguém passa dos quarenta anos. Os seus dois tios maternos tiveram câncer e morreram, um com trinta e sete, e o outro com trinta e oito... e, de acordo com as más línguas, no ano passado Lídia Lima também enfrentou um câncer de mama e viajou para a Austrália para operar às escondidas.

Apesar da idade, era a primeira vez na vida que Laís ouvia falar de histórias sobre a família de sua avó materna.

No baú das suas memórias, as impressões a respeito dos parentes por parte da avó eram excepcionalmente vagas. Após virar adulta, também raramente mantinha contatos lá com eles.

Laís sempre matutou os motivos por trás daquilo, e inesperadamente, de uma hora para a outra e através de terceiros, recebia a notícia fúnebre das perdas precoces que assolaram os seus dois tios.

Clara, por sua vez, sentiu o golpe daquela bomba:

— Não é possível, onde é que você andou ouvindo todas essas histórias?

— Mas claro que de Patrícia Lacerda. Eu mesma fiquei chocada, e foi esse o motivo que me levou a compartilhar isso com você. Vi como o seu laço com a tal da Laís é bom, eu temia a probabilidade que estivesse considerando-a para nora... Sendo bastante franca, Jorge é o único herdeiro dos Andrade, vocês precisam ser criteriosos. — respondeu Hebe.

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