Dessa vez não seria muito agradável inventar mais uma desculpa, então Laís prontamente concordou.
Ela tirou um vestido-camisa azul-claro do guarda-roupa, aprontou-se de forma rápida e saiu de casa em seguida.
A localização enviada por Clara Campos era a Casa de Chá Serenidade, um lugar silencioso e pacífico.
Laís empurrou a porta para entrar, e o que atraiu a sua visão de cara foi a comprida e alongada mesa, sobre a qual havia diversos tipos de flores e materiais de montagem dispostos, assim como alguns vasos e outras ferramentas de floricultura.
Clara vestia um moderno vestido branco e estava conversando com Hebe, a renomada mestre em arranjos florais de Marbella.
Elas pareciam estar em um papo bastante animado, por isso, naquele instante, não haviam percebido a aproximação de Laís.
Laís andou até elas, prestes a começar a cumprimentá-las.
Inesperadamente, ouviu um tom jocoso flutuando da conversa:
— Fiquei sabendo que o seu filho, ultimamente, anda bem íntimo da ex-nora da família Vasconcelos.
Essa frase havia sido perguntada de forma abrupta por Hebe; Clara ficou atônita e instintivamente respondeu:
— É verdade. Meu filho e Laís sempre foram bons amigos, qual o problema?
Hebe contraiu os lábios, soltando um sorriso cheio de malícia:
— Nada não, é que ouvi algumas coisas a respeito da ex-nora deles, fiquei com medo de que seu filho acabasse sofrendo e sendo engabelado, não pude evitar te dar uns avisos.
O semblante de Clara endureceu de leve, e um tanto constrangida, perguntou:
— Que coisas, me diga o que é.

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