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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 734

— Eu entendo. Obrigada por me contar tudo isso, Tia Clara.

Laís respirou fundo, guardando a fotografia com extrema solenidade. Sua voz soou suave:

— Vou dar um jeito de descobrir a verdade sobre o passado e entender o que realmente aconteceu naquela época.

Ao ouvir isso, Clara Campos assentiu com firmeza:

— Sim, eu vou investigar junto com você. Durante todos esses anos, eu sempre sonhei com o Rubens. Nos meus sonhos, ele me olha com tristeza, como se tivesse deixado algum desejo por realizar.

Laís perguntou: — Então, o nome do meu tio mais novo era Rubens?

Clara Campos assentiu com a cabeça:

— Isso mesmo. O seu avô materno se chamava Márcio Linhares, o seu tio mais velho era Rodrigo Linhares, e o seu tio mais novo, Rubens Linhares.

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Aquelas revelações de Clara Campos ecoaram na mente de Laís por vários dias até que ela finalmente conseguisse processá-las.

No início, ela queria fazer mais perguntas à mãe. No entanto, vendo que a mãe andava com uma expressão exausta ultimamente enquanto passava tempo com Aline, Laís temeu que levantar esse assunto pudesse abalá-la emocionalmente e, por isso, forçou-se a reprimir as próprias dúvidas.

Naquela manhã, carregando uma mala enorme, Laís deu um beijo de despedida cheio de relutância no rosto de Aline, abriu a porta de casa e partiu para o País A para receber seu prêmio.

Ela levou duas malas gigantescas: uma continha suas roupas e itens de uso diário, enquanto a outra estava completamente lotada com as iguarias típicas que sua mãe havia preparado para o seu irmão.

Tudo para garantir que o irmão pudesse provar novamente as comidas que adorava quando era criança.

Durante toda aquela semana, Lídia Lima não parou um segundo sequer, fazendo todo tipo de doces e quitutes. Depois, embalou tudo em sacos a vácuo, lacrou as caixas e as acomodou uma por uma dentro da mala.

Ao longo dos anos, a imagem que a mãe transmitia a Laís era de uma mulher com um lado inabalável e outro sombrio.

Quando o pai foi embora levando o irmão, levou junto todo o brilho que existia no olhar dela.

Essas eram as respostas que Laís estava determinada a arrancar da mãe assim que voltasse de sua premiação no exterior.

Com o coração apertado por uma confusão de emoções, Laís cruzou os portões de casa.

Astor a ajudou a guardar as duas malas no porta-malas.

Laís acenou, despedindo-se da mãe e de Aline.

Logo em seguida, ela e Astor partiram em direção ao aeroporto.

Ela estava certa de que Jorge Andrade não apareceria nesta sua viagem para receber o prêmio.

Mas, para sua surpresa, assim que desceu do carro e se preparava para tirar a mala do porta-malas junto com Astor, uma mão de pele clara e firme se antecipou e segurou a alça.

Ao erguer os olhos, Laís se deparou com aquele olhar sereno e expressivo —

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