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A Última Chance do Amor romance Capítulo 111

A reunião dos colegas, na véspera do casamento, foi marcada em um restaurante sofisticado do Montanhas Eco.

O salão reservado era espaçoso, e através das janelas do chão ao teto via-se o mar reluzente e, do outro lado, as luzes cintilantes da cidade.

Quando Amara e Heloisa chegaram, já havia várias pessoas sentadas ali dentro, rostos familiares, mas um tanto desfocados pela passagem do tempo.

Após a formatura, cada um seguiu seu caminho, e muitos realmente não se viam há muito tempo.

O ambiente no salão era animado, com vozes altas, risadas e o tilintar de taças misturando-se em um burburinho acolhedor.

Todos as saudaram calorosamente, convidando-as a se sentar.

No lugar de destaque, um homem vestia um suéter de caxemira cinza-claro, com as mangas levemente arregaçadas. Usava óculos de aro dourado sobre o nariz, e seus olhos, por trás das lentes, eram profundos e gentis, enquanto sorria ouvindo o que alguém lhe dizia ao lado. Sua postura era relaxada, mas transmitia uma elegância serena e firme.

O coração de Amara perdeu um compasso; seus dedos, apertando a alça da bolsa, se fecharam instintivamente. Seu olhar vacilou, desviando-se rapidamente para outro ponto.

Ela puxou Heloisa e sentou-se longe do lugar principal.

“Olha só, Amara, Heloisa, finalmente chegaram!” Uma colega vestida com um chamativo vestido vermelho aproximou-se com uma taça de vinho, examinando Amara de cima a baixo e detendo-se alguns segundos em seu vestido singelo.

A colega de vermelho falou com tom exagerado, carregado de certo sarcasmo: “Mas falando sério, a musa da nossa turma parece meio apagada, não? Hoje nem trouxe namorado, hein? Assim fica difícil, não acha?”

Assim que ela disse isso, vários olhares se voltaram para Amara, cada qual com sua própria intenção.

Outra colega logo entrou na brincadeira: “É isso mesmo, Amara. Com tudo que você tem, não dava pra arranjar alguém melhor que o marido da Rosana Machado? Tá escondendo o jogo?”

“Conta logo, como está agora? O namorado é bonito? Fala aí, queremos detalhes, não enrola!”

Cercaram Amara, rindo e zombando amigavelmente.

Amara esboçou um leve sorriso: “Estou solteira. Se tiver novidade, conto pra vocês.”

Heloisa, impaciente, respondeu com um sorriso sarcástico: “Ô Selena Vaz, fala como se fosse vergonhoso não ter namorado.”

Amara pegou o copo de suco à sua frente, bebeu um gole e escondeu a emoção que lhe passou nos olhos.

Damiano Pacheco.

Jamais imaginaria reencontrá-lo ali.

Damiano desviou o olhar, voltando à conversa dos que estavam ao seu lado, como se aquele instante tivesse sido apenas casual.

No entanto, Amara percebia que aquele olhar, aparentemente despretensioso, de vez em quando ainda recaía sobre ela, quase imperceptível.

A porta foi aberta novamente.

Desta vez, quem entrou foi uma mulher.

Assim que ela apareceu, o salão ficou subitamente silencioso, e quase todos os olhares se voltaram para ela.

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