A mulher vestia um elegante vestido longo de alças finas, os cabelos longos levemente ondulados, maquiagem impecável e um sorriso discreto e apropriado no rosto.
Vários colegas de classe não conseguiram conter expressões de surpresa em voz baixa.
“É a Cláudia Ferreira!”
“Meu Deus, ela também veio?”
A mulher sorriu ao cumprimentar a todos, com uma voz suave e agradável, conversando de forma descontraída com alguns conhecidos. Cada gesto seu exalava a aura de uma grande celebridade.
Heloisa aproximou-se do ouvido de Amara, abaixando o tom de voz, com um leve toque de malícia: “A convidada de peso chegou. Essa é Cláudia, aquela que já foi alvo de boatos com o Ziraldo, foi um escândalo considerável. Sempre está nas manchetes das revistas de fofoca.”
O olhar de Amara seguiu na direção indicada por Heloisa.
Cláudia permanecia ali, como se tivesse um holofote próprio, atraindo instantaneamente a maior parte dos olhares no salão reservado.
Amara a observou por alguns instantes. Se fosse há três anos, ao ver uma mulher ligada ao nome de Ziraldo, provavelmente teria sentido uma grande dor.
Mas agora, seu coração permanecia tranquilo, sem grandes oscilações.
Ela desviou o olhar, voltou-se para Heloisa e, ao encontrar o olhar curioso da amiga, curvou levemente os lábios em um sorriso.
“Sim, ela é realmente muito bonita.”
O mundo do entretenimento, de fato, não era fácil.
A maioria dos colegas ou havia mudado de área, ou trabalhava nos bastidores de diversas produções, sempre em funções pouco visíveis.
Entre os formados daquela turma, poucos conseguiram chegar à frente das câmeras e alcançar o nível de fama de Cláudia.
Cláudia logo foi cercada pelos demais e acomodada ao lado oposto de Damiano.
Damiano também a cumprimentou educadamente, mantendo o habitual sorriso cordial e amável, sem demonstrar maiores emoções.
Cláudia aproximou-se do ouvido de Damiano: “O que foi, Sr. Pacheco? Esses olhos quase já estão nela. Ainda não esqueceu a antiga paixão?”
Damiano, ao ouvir isso, virou-se para ela: “Isso não diz respeito a você.”
O sorriso de Cláudia congelou no rosto.
Ele sempre foi assim: com uma frase leve, conseguia dissipar qualquer tentativa de aproximação ou insinuação dela.
Um gosto amargo e uma sensação de frustração tomaram conta do seu coração.
Amara era desse jeito: na universidade, mostrava-se reservada e despretensiosa, parecia não disputar nada, e, mesmo assim, todas as oportunidades caíam no seu colo, tornando-se o centro das atenções sem esforço.
Agora... O olhar de Cláudia percorreu o vestido simples e discreto de Amara, tão diferente das colegas que estavam todas produzidas, e aquela sensação de desigualdade amenizou-se estranhamente. Pelo menos, ela já não era mais aquela figura intocável de antes.
Mas o olhar de Damiano ainda permanecia preso em Amara, sem conseguir se desviar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Última Chance do Amor
Podem, por favor atualizar os capítulos após o 110? Já estou chegando lá!!...