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A Única Exceção do Magnata romance Capítulo 6

— Senhor Guimarães. — O conselho gentil dele não foi nada valorizado por ela, que ergueu os cantos da boca em uma curvatura irônica. — Gaste a sua preocupação no trabalho e não se intrometa na vida de pessoas que não têm nada a ver com você.

Aquele "Senhor Guimarães" soou como um pesado martelo caindo brutalmente em seu coração.

O rosto de Gustavo empalideceu subitamente:

— Você me chamou de Senhor Guimarães?

Ela riu com ironia, adotando um tom de voz ácido e ríspido:

— Então, do que eu deveria te chamar? Cunhado? Ou Terceiro Mestre Guimarães?

O rosto dele ficou cada vez mais pálido. Ele apertou os lábios descorados e, após um momento de silêncio, abriu a boca lentamente:

— Como preferir.

A atmosfera na sala de estar tornou-se opressiva e insuportável. Os empregados notaram o claro desentendimento entre os dois e não ousaram se aproximar.

— Gustavo, a Íris parece estar... — A voz ansiosa de Sofia Silva rompeu o impasse.

Sofia entrou na sala de estar e, ao ver a atmosfera pesada entre os dois na mesa de jantar, ficou um pouco confusa:

— Sabrina, você já acordou?

Sabrina desviou o olhar para o hall de entrada. Não dava para negar que Sofia ficava maravilhosa naquele vestido; seus traços eram lindos, e a postura alta e graciosa a fazia parecer uma dama dos tempos da República, com uma aura natural de nobreza só de ficar parada.

O olhar de Sabrina de repente paralisou, repousando sobre os braços da irmã, e seu rosto ficou subitamente branco.

Sofia segurava um bebê no colo. Estava vestido com uma roupinha rosa e agarrava o colarinho dela com suas mãozinhas gordinhas.

Notando o olhar fixo de Sabrina no bebê em seus braços, Sofia explicou:

— Sabrina, esta é a Íris. Acabou de fazer um ano e dois meses.

Se, três anos atrás, o casamento de Gustavo com Sofia fez seu mundo desabar, naquele momento, a sua cidade em ruínas perdeu até as cinzas.

Ela agarrou as bordas da mesa com força, tentando o máximo esconder a sua perturbação e forçar-se à compostura.

— Então você tem que pensar no nome da sua filha antes.

— Vai se chamar Íris.

Ela franziu a testa em desgosto:

— Tão comum. Você, um aluno brilhante, escolhendo um nome tão banal para a sua filha. Cuidado para ela não te rejeitar quando crescer.

— Porque vocês serão a menina dos meus olhos, minhas únicas íris. — Ele não era bom com palavras de amor, e suas orelhas coraram.

Ela o abraçou cheia de excitação e o beijou no rosto:

— Então está combinado. Íris será só um apelido carinhoso. Depois você terá que pensar em um nome de verdade, senão ela vai reclamar de nós.

Sabrina deu uma risada de repente. Uma fina neblina em seus olhos foi reprimida desesperadamente por ela, e entre a zombaria própria e um murmúrio quase inaudível, disse:

— Eu virei tia. Que bom.

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