Arson se ajeitou e me olhou estendendo a mão para mim em seguida. Assim que o segurei, ele me colocou de pé e me ajudou com as roupas.
—Como vamos fazer? Cirus deve estar na porta. - Perguntei sentindo minhas bochechas queimarem.
—Por que acha que ele repararia nisso? Cirus sabe ser discreto e é por isso que está ao meu lado a tanto tempo. - Respondeu Arson , me abraçando.
—Sério? Vocês são pessoas de sorte. É raro nos dias de hoje ter um amigo fiel! - Disse olhando para ele o vendo sorrir.
—Você tem uma e nem sabe disso! - Falou me dando um beijo na ponta do meu nariz, se afastando para ajustar a roupa. Ele me deu mais uma olhada antes de se afastar e caminhou até a porta a abrindo em seguida.
—Schimidth achei que...- Ele ia falr algo, mas ao me ver dentro da sala, coçou a garganta. —Desculpa senhor!
—Entre! -Disse Arson dando espaço para ele entrar. —Trouxe o que pedi?
—Sim Senhor! Boa tarde senhorita Stuart! - Disse Cirus se sentando no sofá, abrindo o notebook em seguida.
—Precisa que eu os imprima? - Perguntei confusa, me sentando ao lado dele.
—Não será necessário, isso será só para que eu acompanhe a leitura. - Respondeu Cirus mexendo dentro de sua maleta, tirando dois blocos finos de folha e entregando à Arson.
—Certo! - Falou Arson os folheando, me entregando um.
—Então vamos lá! Senhorita Lavine após o registro no cartório, passa a assinar como Lavine Schimidth, independente de seu sobrenome anterior. Ela terá direito a tudo o que pertença ao senhor Schimidth, propriedades, veículos e lucros de participação, podendo usar da forma coo bem entender. Ela também terá um salário para que possa comprar tudo o que quiser e usar da forma que bem entender. - Falou Cirus me fazendo os olhar espantada.
Mas eu não os interrompi, resolvi dessa vez esperar até que finalizassem.
—Ainda terá o direito de estudar, um carro para levar e buscar e terá as mensalidades custeadas pelo grupo Schimidth. As exigências são... as mesmas de antes! Precisa manter moradia com o senhor Schimidth, não se relacionar com outra pessoa de forma íntima e continuar a trabalhar ao lado dele.
Assim que Cirus disse aquilo, ele levouu os olhos até mim para saber se eu tinha alguma objeção.
—Lavine? O que acha? - Perguntou Arson me olhando também, fixamente.
—Descordo em partes. Só assinarei se tirar o salário e o direito a propriedades. Eu não estou fazendo isso por interesse e se me tratar dessa forma, terá que procurar outra pessoa. - Falei direta, o entregando as folhas.
—Certo, como quer que eu faça? - Perguntou Cirus, abrindo uma página em seu notebook, digitando tudo de forma apressada.
—Se vão me dar moradia e estudo, não há necessidade de salário. E uma casa apenas basta para que vivamos juntos. - Respondi tendo os olhos dos dois sobre mim.
—Tem certeza? - Perguntou Cirus, me vendo assentir a cabeça em confirmação.
—Lavine...- Chamou Arson, mostrando preocupação.
—Tenho! Ou façam isso ou eu me demito e não assino isso! - Respondi vendo Arson sorrir.
—Refaça Cirus, por favor! - Disse Arson segurando minha mão.
—Certo, está feito! Vou imprimir novamente e já volto! Poderiam só... - Falou Cirus olhando para Arson, que no mesmo instante deu um sorriso.
—Não se preocupe!
Cirus saiu da sala em seguida e então, Arson me puxou para ele, me fazendo sentar em seu colo de lado.
—Tem como não se interessar por você? - Perguntou ele, segurando minhas mãos.
—Tem! Eu espero que isso não aconteça! -Respondi o olhando diretamente.
Permaneci aidna em silêncio, observando Arson pelo vidro do carro. Ele digitava algo com rapidez e algumas vezes me olhava de soslaio já sabendo que eu o observava.
O tempo que levamos até em casa foi o bastante para que eu adormecesse pelo cansaço e quando acordei, eu estava em cima da cama de Arson, sozinha.
Ouvi o barulho do chuveiro ligado e instantes depois, escutei a água parar de cair. Me sentei na cama e esfreguei meus olhos para tentar me despertar, vendo a porta do banheiro ser aberta em seguida.
Arson estava apenas com uma toalha amarrada na cintura e o seu corpo estava exposto, mostrando cada detalhe da sua perfeição da cintura para cima.
—Te acordei? - Perguntou Arson se aproximando. Ele entrou no closet que mais parecia um quarto dentro de outro quarto e em seguida saiu já vestido com uma bermuda. —Achei que só acordaria amanhã, parecia cansada.
—Como eu vim...?
—Eu te trouxe! -Respondeu Arson se sentando ao meu lado, ajeitando-se para deitar. —Sei que tem aquele lance de não te tocar sem sua permissão, mas eu não poderia te deixar no carro sozinha!
—Obrigada! - Respondi me levantando e então, Arson segurou minha mão.
—Onde vai, "My Angel"? - Perguntou ele me olhando confuso.
—Para o meu quarto! Não deveria estar aqui! -Respondi sendo virada para ele instantes depois.
—É nossa primeira noite juntos, por favor, fique! - Pediu Arson se levantando para me abraçar. —Prometo que só iremos dormir juntos, mais nada acontecerá!
Falou Arson de forma convincente. Ele se deitou na cama e então o acompanhei deitando ao lado dele. Passamos um bom tempo nos olhando um para o outro até pegamos no sono e a parte mais inacreditável foi que, Arson cumpriu o que prometeu.
Apenas adormecemos um ao lado do outro, como duas crianças sem malícia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem de Luxo
Qdo vão liberar os capítulos ???lento demais...