Nesse momento o desesperoé o pior inimigo da nossa mente.Eu não ia deixar ue nada acontecesse com Arson, mas tinha que confiar.
— Que merd**! - Gritei me aproximando do trem.
Na hora, o carro que se aproximava de mim, piscou o farol como um alerta.
Era como um filme; desses que a gente gostade assistir com a família aos domingos.
Aqueles caras em carros velozes, com armas em mãos, lutando por um espaço. A adrenalina e o perigo correndo nas veias e por último, a certeza de saber o que está fazendo.
Era o que eu tinha que fazer, o obedecer sem reclamar, ao menos uma vez.
Por que eu não tinha uma trilha sonora pra isso? - Sorri e fiz o que ele me orientou.
Soltei o pé do acelerador, depois de ter a certeza de que eu já havia adquirido uma boa velocidade e mantive ocarro no meio da pista, para não ser impedida.
O tempo exato, um trem freando sem a possibilidade de parar, pelo peso sobre a linha de trem, um, dois e...
Por um instante ele parecia saber o que eu ia fazer. Henri tinha uma arma e atirou contra ocarro que eu estava.
Não sei se era falta de sorte ou muita sorte, mas eu não consegui realmente olhar para trás.
Senti o carro rodar, depois de obedecer os comandos de Arson; ele teria que me explicar depois, como conseguiu ter uma vida tão agitada dessa forma.
Perdi ocontrole do carro e enquanto ele rodava sem parar, ouvi uma alta explosão e vi vários carros de polícia vindo em minha direção. Não sei coomo eu consegui parar,mas naquele momento,eu não havia conseguido ver mais nada.
— Arson! - Chamei fraca e baixo,sentindo meu corpo amolecer.
Eu não estava conseguindo ouvir nada, apenas alguns zumbidose uma forte dor de cabeça. O barulho de explosão não saía da minha mente e então,abri os olhos.
Uma silhueta masculina parada ao meu lado. O lugar parecia mais com um quarto.
— Onde estou? - Perguntei, abrindoos olhos com dificuldade. E de repente, da mesma forma em que o homem se aproximou, uma mulher fez a mesma ação. Eu já nem conseguia saber quem era quem.
Que confuso.
— Você vai ficar bem! - Dizia eles. As vezes ela estava com uma roupa rosa, outras vezes de vestido, mas sempre aquela expressão preocupada.
Algumas vezes, eu conseguia até ouvir a voz daminha mãe, de forma abafada, mas meus olhos não estavam conseguindo ser abertos.
Eu gritei,mas minha boca também não se mexeu. Meu corpo estava cansado, não recebia minhas cordenadas e algumas vezes eu relutava em acordaro, porque me manter sonhando sem sentido, parecia menos doloroso.
Me refiro a mentalmente, porque no corpo eu não sentia nada.
E depois de alguns minutos tentando, apenas acordei.
De novo, a silhueta, mas dessa vez eu sorri ao ver quem era.
— Oi amor! - Chamei baixo, respirando fundo.
Arson mne olhou e sorriu, se aproximandoparame abraçar. Ele estava segurando uma bengala, o que havia acontecido?
E então, Arson se sentou ao meu lado e começou a me acariciar, deixando algumas lágrimas cairem em seu rosto.
Estiquei minha mão com dificuldade e o acariciei.
— Ei, porque está assim? - Perguntei com a voz baixa, o vendo se aproximar e me dar vários beijos.
— Que saudade eu estava. - Disse ele, com a voz baixa e sensual, me fazendo sorrir.
— Para com isso, faz nem uma hora que nos vimos. - Falei o vendo me olhar confuso e sorrir.
— Ao menos ainda se lembra de mim. - Disse ele, com humor.
— E porque eu esqueceria? Bobo. Vamos pra casa? - Perguntei, fazendo menção de me levantar, mas ele logo me impediu, com um semblante assustado.
— Não, você precisa ficar mais alguns dias. - Disse ele, sorrindo fraco e então, vinquei as sobrancelhas mostrando a minha confusão e puxei o forro.
— O-Oque aconteceu? - Perguntei com a voz espantada. Minhas duas pernas estavam enfaixadas e eu tinha uma barriga com cicatrizes.
Uma na qual, havia uma melancia pequena nela.
— A-Arson o-oque...? -Perguntei assustada, sentindo uma enorme dor de cabeça. Quando a toquei, umzumbido enorme tomou conta dos meus ouvidos me ensurdando e ao fechar os olhoss, cenas confusas.
Arson estava assustado, quando abri os olhos, vi empurrarem ele para trás e algumas enfermeiras aparecerem para me deitar.
Sorri de escárnio.
— Não vou! São vinte e quatro anos e não quinze. A senhora nunca mandou na minha vida,porque nunca teve controle sobre ela e continuará assim. Se quer is, vá só, eu e a minha família vamos continuar juntos.
Assim que a respondi, ela me olhou desacreditada.
— Como posso ter gerado uma filha ingrata dessa forma?
— Eu sou casada, não percebe? - Perguntei a olhando desacreditada. Ela sorriu.
— Eu não me importo. Você é a minha filha e eu não vou permitir mais uma loucura. Você e as crianças vem e está decidido.
— Não! - Gritei, vendo a porta do quarto ser aberta e quem eu menos esperava, entrou.
— Arson! -Chamei.
Ele fechou a porta e encarou Samira a vendo sair, sem dizer um "A".
Em seguida, ele me olhou e sorriu, vindo até mim. Um beijo foi dado na minha testa e então, ele me abraçou forte. Deu opara sentir o lamento pelo suspiro que ele soltou.
Estar naqueles braços, eram definitivamente o meu paraíso.
— Amor...- Chamei fraca, ainda sendo mantida nos braços dele e então, ele nos separou e se sentou bem a minha frente.
— Amélia está presa, Henri não sobreviveu aos ferimentos, você levou um tiro, quebrou as pernas no acidente e conseguiu manter as crianças, mesmo perdendo sangue. Eu não posso ser delicado para te explicar que a sua mãe está certa, não é mesmo.
— Não faça isso! -Gritei o apontanto o dedo.
— Amor, nossa casinha linda e confortável, estará a um oceano daqui. Desde que você vá com eles e espere o julgamento de Amélia passar.
— Arson, eu não posso te deixar sozinha! Você não me entende? Eu te amo!
— Eu te amo! Eu te amo muito e não posso correr o risco de perder o amor da minha vida e meus três filhos. - Disse ele, alisando a minha barriga. — Você viu o que a sua teimosia deu?
— Eu não vou! - Respondi chorando.
— Vá, por nós! Vá por mim. Eu irei em seguida, até você!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem de Luxo
Qdo vão liberar os capítulos ???lento demais...