Um Ano depois...
A música que tocava de fundo ao som de piano e violino era Cristina Perri – Thousand Years.
Era muito clichê aquela letra, mas ao mesmo tempo, significava muito.
Ethan veio até mim e bateu na porta avisando que já estava na hora e então, suspirei fundo, tentando conter meu nervosismo e fui até ele.
Os olhos de Ethan brilhavam.
— Você está linda! – Disse ele, se aproximando e dando um beijo na minha testa.
E de repente, uma gritaria do lado de fora, nos assustou.
— Ei, volte aqui! – Gritou David.
—Ei, você não pode fazer isso! – Gritou Belina, se aproximando e quando fui até o corredor para ver o que estava acontecendo, vi eles segurando Arson.
— Não pode ver a noiva antes do casamento! – Completou minha mãe, tentando o impedir, mas sem sucesso.
Arson sorriu engraçado e feito um adolescente bobo, ele se desfez do terno e veio até mim, dando gargalhadas.
— Amor, você está bêbado? – Perguntei o olhando com decepção, mas Arson me beijou afoitamente, sendo segurado por David em seguida.
— Eu jamais cometeria uma loucura como essa. - Disse ele, apontando para fora. — Garota, não ouse desistir!
Disse Arson, sendo puxado por David.
— Vamos, está na hora! – Disse David, o entregando o terno.
Arson se virou e riu.
— Amor, eu serei o de cinza, o mais bonito, não se confunda! – Disse ele, apontando o dedo para mim, me fazendo rir.
Esperei ele dar alguns passos e envolvi a boca com as mãos, gritando bem alto.
— Eu irei direto a você, senhor X! – Falei tendo um último olhar dele, junto a um sorriso satisfeito.
— Poderia me contar sobre esse apelido? – Perguntou Ethan com humor, me dando o braço.
— Quem sabe um dia! – Respondi, entrelaçando o meu e fomos juntos até o fim do corredor.
O gramado do campo era um verde tão vivido; o cheiro de campo, a decoração com rosas coloridas que eu mesma as vi serem plantadas e o sorriso lindo dos convidados, já eram o suficiente para entender que aquele dia seria inesquecível.
Um longo tapete vermelho estava estendido; eu sabia que deveria andar vagarosamente por ele, mas não rumo ao sucesso e sim, ao meu amor verdadeiro.
E lá estava a miniatura de Arson, segurando as pequenas mãozinhas da priminha Aurora, enquanto jogavam rosas brancas pelo caminho.
Meus olhos passaram por um lado, vendo todos os meus amigos e alguns parentes. Entre eles meus irmãos e a mãe deles, que estava com os gêmeos no colo.
Minha mãe disse que não se importava em dividir o título de avó, já que ela muito o merecia também.
Quando olhei para o outro lado, toda família Schimidth estavam presentes. Acreditam que até Ashley parecia feliz?
Ela me lembrava aquela loira Rose do filme crepúsculo; era difícil não a imaginar todas as vezes que assistia o filme nos meus dias melancólicos.
Sorri, a olhando e então, dei um “tchauzinho” para o vovô, que estava sorrindo para mim, sentado em uma cadeira de rodas.
É, passamos por muita coisa!
E lá na frente, estava ele, como ele mesmo havia dito, o mais bonito de todos.
Arson usava um terno cinza claro e sapatos preto. A gravata azul, eu a conhecia bem e confesso que, não me trouxe boa sorte.
Cheguei até a ponta do tapete e então, David veio até mim. Meus olhos e os de Ethan se encontraram e quando olhei para Arson, ele levou dois dedos nos olhos, apontando para Ethan como se o avisasse: “Estou de olho”.
Sorrimos e então, Ethan tocou o meu rosto e sorriu.
— Eu até te convidaria para fugir, mas já sei que está enfeitiçada por ele e não aceitaria.
Quando ele disse aquilo, sorri divertida e então, ele me deu um b3eijo na testa, e fazendo segurar o choro.
— Bom dia Angel! – Disse Arson, com a voz ainda sonolenta, me dando alguns selares e quando estávamos começando a nos beijar, a porta foi aberta.
— Mamãe, ainda está na cama? Estou atrasado para o futebol! – Resmungou Benjamin, subindo na cama.
— Que horas são? – Perguntei assustada o olhando.
— Dez, mamãe. Era para estar lá as onze! – Quando o pequeno falou, sorri e o desci da cama.
— Certo! Eu já estou indo! – Sorri indo até o closet, para pegar a camiseta do time dele.
Era o primeiro jogo com os amiguinhos e eu estava muito animada para o apoiar. Voltei até a cama e vi Arson ainda enrolando na cama.
— Amor, vamos! É o primeiro jogo do nosso atacante! – Falei animada o vendo resmungar e se sentar na cama.
Ele espreguiçou e quando eu o ia dar de costas, fui puxada para o colo dele.
— Ainda temos meia hora, o que acha de aproveitarmos esse tempo? – Perguntou ele me deitando na cama.
Deu um riso pela forma em que ele havia dito e então, vi Arson se levantar e ir até a porta a trancar, voltando até mim em seguida.
— Enfim, a sós! - Disse Arson, se aproximando para me beijar e como sempre, era como se fosse o primeiro.
Momentos como aquele, me fazia perceber quão feliz e realizada eu estava sendo.
A casa, família, marido dos sonhos; depois de tudo o que passamos juntos, finalmente o universo estava ao nosso favor.
Arson realmente era o motivo dos meus risos ao adormecer e ao despertar, como ele havia me prometido a um ano atrás.
Ele era com quem eu queria estar e o motivo de eu realmente querer viver um dia após o outro, colecionando apenas momentos bons em diante.
Eu finalmente havia encontrado a felicidade naquelas costas largas, nos olhos felinos, no tom autoritário e na intensidade do amor que somente ele era capaz de me oferecer.
— Eu te amo, meu senhor, “X”!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem de Luxo
Qdo vão liberar os capítulos ???lento demais...