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A Virgem de Luxo romance Capítulo 165

Um Ano depois...

A música que tocava de fundo ao som de piano e violino era Cristina Perri – Thousand Years.

Era muito clichê aquela letra, mas ao mesmo tempo, significava muito.

Ethan veio até mim e bateu na porta avisando que já estava na hora e então, suspirei fundo, tentando conter meu nervosismo e fui até ele.

Os olhos de Ethan brilhavam.

— Você está linda! – Disse ele, se aproximando e dando um beijo na minha testa.

E de repente, uma gritaria do lado de fora, nos assustou.

— Ei, volte aqui! – Gritou David.

—Ei, você não pode fazer isso! – Gritou Belina, se aproximando e quando fui até o corredor para ver o que estava acontecendo, vi eles segurando Arson.

— Não pode ver a noiva antes do casamento! – Completou minha mãe, tentando o impedir, mas sem sucesso.

Arson sorriu engraçado e feito um adolescente bobo, ele se desfez do terno e veio até mim, dando gargalhadas.

— Amor, você está bêbado? – Perguntei o olhando com decepção, mas Arson me beijou afoitamente, sendo segurado por David em seguida.

— Eu jamais cometeria uma loucura como essa. - Disse ele, apontando para fora. — Garota, não ouse desistir!

Disse Arson, sendo puxado por David.

— Vamos, está na hora! – Disse David, o entregando o terno.

Arson se virou e riu.

— Amor, eu serei o de cinza, o mais bonito, não se confunda! – Disse ele, apontando o dedo para mim, me fazendo rir.

Esperei ele dar alguns passos e envolvi a boca com as mãos, gritando bem alto.

— Eu irei direto a você, senhor X! – Falei tendo um último olhar dele, junto a um sorriso satisfeito.

— Poderia me contar sobre esse apelido? – Perguntou Ethan com humor, me dando o braço.

— Quem sabe um dia! – Respondi, entrelaçando o meu e fomos juntos até o fim do corredor.

O gramado do campo era um verde tão vivido; o cheiro de campo, a decoração com rosas coloridas que eu mesma as vi serem plantadas e o sorriso lindo dos convidados, já eram o suficiente para entender que aquele dia seria inesquecível.

Um longo tapete vermelho estava estendido; eu sabia que deveria andar vagarosamente por ele, mas não rumo ao sucesso e sim, ao meu amor verdadeiro.

E lá estava a miniatura de Arson, segurando as pequenas mãozinhas da priminha Aurora, enquanto jogavam rosas brancas pelo caminho.

Meus olhos passaram por um lado, vendo todos os meus amigos e alguns parentes. Entre eles meus irmãos e a mãe deles, que estava com os gêmeos no colo.

Minha mãe disse que não se importava em dividir o título de avó, já que ela muito o merecia também.

Quando olhei para o outro lado, toda família Schimidth estavam presentes. Acreditam que até Ashley parecia feliz?

Ela me lembrava aquela loira Rose do filme crepúsculo; era difícil não a imaginar todas as vezes que assistia o filme nos meus dias melancólicos.

Sorri, a olhando e então, dei um “tchauzinho” para o vovô, que estava sorrindo para mim, sentado em uma cadeira de rodas.

É, passamos por muita coisa!

E lá na frente, estava ele, como ele mesmo havia dito, o mais bonito de todos.

Arson usava um terno cinza claro e sapatos preto. A gravata azul, eu a conhecia bem e confesso que, não me trouxe boa sorte.

Cheguei até a ponta do tapete e então, David veio até mim. Meus olhos e os de Ethan se encontraram e quando olhei para Arson, ele levou dois dedos nos olhos, apontando para Ethan como se o avisasse: “Estou de olho”.

Sorrimos e então, Ethan tocou o meu rosto e sorriu.

— Eu até te convidaria para fugir, mas já sei que está enfeitiçada por ele e não aceitaria.

Quando ele disse aquilo, sorri divertida e então, ele me deu um b3eijo na testa, e fazendo segurar o choro.

— Bom dia Angel! – Disse Arson, com a voz ainda sonolenta, me dando alguns selares e quando estávamos começando a nos beijar, a porta foi aberta.

— Mamãe, ainda está na cama? Estou atrasado para o futebol! – Resmungou Benjamin, subindo na cama.

— Que horas são? – Perguntei assustada o olhando.

— Dez, mamãe. Era para estar lá as onze! – Quando o pequeno falou, sorri e o desci da cama.

— Certo! Eu já estou indo! – Sorri indo até o closet, para pegar a camiseta do time dele.

Era o primeiro jogo com os amiguinhos e eu estava muito animada para o apoiar. Voltei até a cama e vi Arson ainda enrolando na cama.

— Amor, vamos! É o primeiro jogo do nosso atacante! – Falei animada o vendo resmungar e se sentar na cama.

Ele espreguiçou e quando eu o ia dar de costas, fui puxada para o colo dele.

— Ainda temos meia hora, o que acha de aproveitarmos esse tempo? – Perguntou ele me deitando na cama.

Deu um riso pela forma em que ele havia dito e então, vi Arson se levantar e ir até a porta a trancar, voltando até mim em seguida.

— Enfim, a sós! - Disse Arson, se aproximando para me beijar e como sempre, era como se fosse o primeiro.

Momentos como aquele, me fazia perceber quão feliz e realizada eu estava sendo.

A casa, família, marido dos sonhos; depois de tudo o que passamos juntos, finalmente o universo estava ao nosso favor.

Arson realmente era o motivo dos meus risos ao adormecer e ao despertar, como ele havia me prometido a um ano atrás.

Ele era com quem eu queria estar e o motivo de eu realmente querer viver um dia após o outro, colecionando apenas momentos bons em diante.

Eu finalmente havia encontrado a felicidade naquelas costas largas, nos olhos felinos, no tom autoritário e na intensidade do amor que somente ele era capaz de me oferecer.

— Eu te amo, meu senhor, “X”!

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