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A Virgem de Luxo romance Capítulo 9

Schimidth Company, San Diego - 08:00 AM

Hoje era definitivamente o meu primeiro dia na empresa.

Eu estava sentada ao lado de Arson em sua sala, enquanto ele segurava um "ipad" me explicando sobre como funciona algumas coisas em sua empresa; eu fiquei atiçada pela proposta de emprego que nem ao menos perguntei qual era o ramo em que ele trabalhava.

Aquilo foi imprudente da minha parte e se ele fosse um traficante de órgãos?

A minha insegurança só passou, quando ele enfim me disse sobre o que eram os negócios dele; na verdade; Arson estava confiando bastante em mim em tão pouco tempo de convivência.

—A minha família trabalha a nove décadas nesse ramo! -Disse ele sem muita importância.

—O quê, vocês praticamente descobriram as pedras preciosas! Elas realmente apareceram do nada em suas propriedades? Perguntei curiosa, vendo Arson tirar os óculos e se virar para me olhar.

—Você nunca viu um lugar assim? - Perguntou me vendo balançar a cabeça em negação. Ele sorriu de forma nasal, se interessando na minha ignorância.

—É simples. Tem um lugar nas montanhas que é cheio de grutas. Esse lugar é sensível, podendo desmoronar até mesmo com uma batida de pé ao chão. Temos pessoas experientes que vão até lá, extrair as pedras e quando elas chegam até nós, polimos ela e damos ao nosso designer para criar a jóia. - Respondeu me explicando com calma o principal trabalho de sua empresa.

—Ah, entendi. -Respondi voltando a atenção ao notebook em cima da mesa. Eu precisava logar no e-mail dele e organizar as mensagens para montar a nova agenda.

—Ah entendi?? Você não vai me pedir para que eu te leve até lá? Geralmente elas pedem...! - Arson cogitou, falando a última parte em um tom mais baixo.

—Eu não! O senhor disse que, com uma batida de pé poderia causar uma catástrofe e eu seria aquela que desceria as montanhas rolando, passo! -Respondi voltando a encará-lo, vendo Arson sorrir.

—O que foi? Eu falei algo errado? - Perguntei o encarando confusa, vendo-o balançar a cabeça em negação.

—Claro que não! Isso foi diferente de tudo o que já ouvi! Você é fofa. - respondeu ele me entregando o Ipad. —Aqui, refaça a desse mês!

—Sim senhor! - Respondi pegando o eletrônico das mãos dele e sincronizando o e-mail para ter acesso. Me ajeitei na cadeira e cruzei as pernas para ficar mais a vontade e comecei a digitar, sincronizando as datas aos compromissos.

Eu ainda me mantinha em uma cadeira ao lado dele e nem me dei conta de o estar incomodando, mas percebi quando ele afrouxou o nó de sua gravata tentando manter a respiração estável.

—O senhor está bem? - Perguntei deixando o eletrônico sob a mesa e me virando passa o olhar. —Precisa de algo?

Na mesma hora, Arson encostou as costas na cadeira e me olhou com um semblante curioso.

—Você realmente não tem namorado? - Perguntou ele, vincando as sobrancelhas.

—Eu já disse que não. Se eu tivesse já teríamos terminado, já que uso outro celular e ele pensaria besteira. - Respondi com humor, voltando a pegar o eletrônico para terminar meu trabalho.

—E o senhor? - Perguntei sem o olhar e quando notei o silêncio, me virei para ele, me desculpando em seguida.

—Me desculpa, as vezes acho que estou conversando com... Esqueça, deixa para lá!

—Fale! - Ordenou me olhando com os olhos afiados. Respirei fundo e larguei mais uma vez o eletrônico sob a mesa, me virando para o olhar.

—O senhor não tem um primo ou até mesmo um irmão distante que responde como "X"? - Falei maneando a cabeça um pouco para o lado o analisando e então, fiz menção de tocar o rosto de Arson o vendo ficar espantado.

—É que vocês realmente se parecem!

—Você acha? Ele era bonito como eu? - Perguntou Arson com um sorriso, tentando me pegar .

—Não acho que seja. Ele tem o corpo bonito também, mas não imagino que seja tão gran...- Quando percebi que ele me olhava com um sorriso, arqueei uma sobrancelha e instantes depois, tampei a boca notando o que havia feito.

—Me desculpa, passei dos limites. - Respondi tampando meus olhos com as mãos. Quando pensei que ia receber uma "bronca", ouvi o riso de Arson de forma animada.

—Vejam só, nossa querida Lavine é uma boa apreciadora de "corpos masculinos". - Falou direto, desfazendo o riso em seguida. —Agora chega, vamos trabalhar!

—Sim senhor! -Respondi sentindo minhas bochechas corarem, mas relevei e continuei com as anotações.

Já haviam se passado algum tempo que eu estava atenta, que nem me dei conta de que Arson havia se retirado da sala, fui perceber apenas quando ele retornou e veio até mim, me chamando.

—Lavine, você poderia remarcar essa reunião para mim? - Falou Arson se colocando atrás de mim, passando os braços em volta do meu corpo para acessar o notebook.

—O que é isso? - Perguntou ele, folheando uma por uma.

Notei que o ruivo levou os olhos até as minhas pernas e um sorriso surgiu no canto de seus lábios. Arson me olhou no mesmo momento e instantes depois, virou a minha cadeira para ele me fazendo ficar em sua frente.

Quando o homem viu a atitude de Arson, tratou logo de desviar os olhos e raspar a garganta.

—São os novos designers enviados para nós. Ele quer aprovação para o desfile de joias em Los Angeles. - Respondeu o homem ajeitando a gravata e me olhando mais uma vez. —Eu volto depois!

—Acho melhor e de preferência, depois das dezoito. - Respondeu Arson direto, colocando as pastas sob a mesa, levando as mãos no bolso em seguida.

Arson o encarava com frieza.

O ruivo entendeu o recado e se retirou da sala, pisando forte.

Só depois em que escutei a porta ser fechada, que pude respirar aliviada. As vezes parecia que, Arson era um controlador de mentes e o clima sempre ficava tenso com ele por perto.

—Por que o tratou daquele jeito? - Perguntei olhando Arson diretamente, ele também ajeitava sua gravata e parecia ter algo o incomodando.

—Acho melhor trocarmos suas roupas. - Disse ele em um tom fraco, me fazendo sorrir.

—É sério? Tão de repente? - Perguntei confusa, ainda sorrindo divertida.

—Eu não tinha percebido que esse tipo de saia tira a concentração das pessoas e...- Falou me fazendo olhar para minhas próprias vestes.

Arson mesmo havia as mandado comprar para que eu trabalhasse com ele, na verdade, ele me montou feito uma boneca para os olhos de todos e eu não entendi o porquê daquela mudança repentina.

—Para quê gastar mais dinheiro? Somos só nós dois aqui e não tem ninguém a quem eu tiraria a concentração! -Falei com humor na voz, tendo os olhos selvagens dele sobre os meus.

—Tem eu, Lavine.

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