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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 484

POV/ DIEGO

Talvez eu precisasse acreditar nisso.

Era mais fácil colocar tudo em uma pessoa específica do que admitir que o problema não era Nathan.

Eu gostava de homens.

Nathan se tornou meu melhor amigo antes que eu conseguisse entender qualquer uma dessas coisas.

Levei-o para casa.

Apresentei Sakura.

Minha irmã tinha oito anos e, como sempre, decidiu imediatamente que qualquer pessoa interessante na minha vida também deveria pertencer à vida dela.

— Para de seguir a gente, Sakura.

— Eu moro aqui.

— Mas não precisa ficar aqui.

Nathan olhou para ela.

— Deixa ela.

Traidor.

Foi assim que começou.

Nathan tinha uma paciência com Sakura que eu não esperava. Ouvia suas histórias, levava sorvete, deixava que ela ficasse por perto e, para minha absoluta revolta, também aprendeu a mexer no cabelo dela.

Sakura o adorou.

Eu também.

Rocco e Arthur apareceram depois e nosso grupo cresceu, mas Nathan ocupava um lugar diferente.

Aos dezoito anos, nós ainda éramos idiotas o suficiente para cortar as próprias mãos e fazer um pacto de sangue.

Três regras.

Segredo de um morreria com o outro.

Se um chamasse, o outro apareceria.

Família de um seria família do outro.

Na época, parecia coisa de adolescente.

Depois deixou de ser.

Foi Nathan quem ouviu quando finalmente consegui admitir que gostava de um garoto da escola.

Não dele.

Outro garoto.

Foi também quando percebi que aquilo que eu tinha sentido por Nathan durante anos não era exatamente o que eu imaginava.

Com aquele menino, foi diferente.

Eu queria ser escolhido.

Queria beijá-lo. Queria que gostasse de mim. Criava conversas inteiras na cabeça e ficava ridiculamente nervoso quando ele chegava perto.

Quando finalmente criei coragem, ele não quis.

Doeu.

Doeu muito mais do que eu esperava.

Eu bebi.

Bebi demais.

Nathan me encontrou naquele estado e me levou embora.

Não lembrava perfeitamente de tudo daquela noite, mas lembrava do suficiente.

Em algum momento, olhei para ele e fiz a pior coisa que poderia ter feito.

Tentei beijá-lo.

Nathan recuou.

Só isso.

Não me empurrou.

Não ficou com nojo.

Não me chamou de nada.

No dia seguinte, eu queria desaparecer.

Fiquei vários minutos sem conseguir olhar direito para ele até finalmente pedir desculpas.

— Eu estava bêbado.

— Eu percebi.

— Não vai acontecer de novo.

Nathan ficou me olhando.

— Diego.

Levantei os olhos.

— Para de agir como se tivesse matado alguém.

Minha boca ficou seca.

— Você não entende.

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