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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 486

POV: DIEGO

Alex não entrou na minha vida como uma grande paixão.

Começou com uma troca de olhares.

Na época, eu estava ocupado demais para dar importância.

Conheci Alex por causa de Sky, durante um período em que estávamos ajudando com os projetos e toda a confusão relacionada ao concurso. Ele aparecia para discutir design, conferir alguma coisa, ajudar Sky, dar opinião onde precisava e, principalmente, reclamar quando achava que alguém estava fazendo merda.

Foi uma das primeiras coisas que gostei nele.

Alex era inteligente.

Não aquela inteligência insuportável de quem precisava demonstrar o tempo inteiro que sabia mais do que os outros. Ele simplesmente prestava atenção. Observava detalhes, entendia rápido e fazia perguntas que obrigavam todo mundo a pensar melhor.

Também era bonito.

Essa parte eu percebi antes de qualquer outra.

Forte, bem cuidado, seguro e com uma facilidade irritante de sustentar o olhar.

Eu olhava.

Ele percebia.

Eu desviava.

Alex sorria.

Ficamos nisso por algum tempo.

Eu ainda estava naquela fase ridícula em que conseguia administrar milhões em projetos, discutir orçamento, prazo e problemas técnicos com uma sala cheia de gente, mas bastava um homem bonito me olhar por três segundos para eu esquecer como funcionava uma conversa normal.

Alex achava graça.

Um dia, depois de uma reunião, ele perguntou se eu queria jantar.

Eu disse sim antes de pensar demais.

O primeiro jantar foi quase inteiramente sobre trabalho.

O segundo, bem menos.

No terceiro, já tínhamos desistido de fingir que precisávamos de uma justificativa profissional.

Gostei de conversar com ele antes mesmo de descobrir o que faria com a atração.

Talvez isso tivesse sido o mais importante.

Alex era uma das poucas pessoas com quem eu podia falar daquela parte da minha vida sem sentir que precisava explicar cada frase. Ele entendia coisas que Nathan, por mais que tentasse, nunca entenderia completamente.

Nathan me aceitava.

Alex compreendia.

E havia diferença.

Quando finalmente contei que era gay, Alex não fez uma grande cena. Não me tratou como se eu tivesse acabado de entregar uma informação capaz de mudar o eixo da Terra. Só ouviu.

Depois perguntou:

— Você achou mesmo que eu ainda não tinha percebido?

Eu quase fui embora.

— Você podia pelo menos fingir surpresa.

— Posso fazer agora, se ajudar.

Ele arregalou os olhos exageradamente e levou a mão ao peito.

— Meu Deus, Diego! Jamais imaginei!

— Vai se ferrar.

Alex começou a rir.

Eu também.

Foi uma das primeiras vezes que falei sobre aquilo e consegui rir logo depois.

A partir daí ficou mais fácil.

Não fácil.

Mais fácil.

Nathan continuava sendo a única pessoa da minha vida antiga que sabia. Alex era o segundo.

Só que, com Alex, eu conseguia perguntar coisas que morreria antes de perguntar ao Nathan.

Falávamos sobre relacionamentos, sexo, medo, família e sobre o tempo que eu tinha passado escondendo uma parte inteira da minha vida. Alex nunca tentou me empurrar para fora do armário nem transformou minha insegurança em covardia.

Dizia que eu precisava viver.

Mas me dava tempo para descobrir como.

O primeiro beijo aconteceu algumas semanas depois.

E foi ridículo.

Não o beijo.

Eu.

Estávamos no estacionamento depois de outro jantar. Alex falava alguma coisa que eu já nem estava ouvindo porque tinha cometido o erro de olhar para a boca dele.

Ele parou no meio da frase.

— Você está fazendo de novo.

— Fazendo o quê?

— Olhando para minha boca e fingindo que não está.

Meu rosto esquentou.

— Eu não estava olhando.

— Estava.

— Alex.

— Diego.

— Você é muito irritante.

— E você está demorando demais.

— Para quê?

Ele chegou um pouco mais perto.

Eu entendi.

Imediatamente esqueci tudo que sabia sobre beijar alguém.

O mais absurdo era que eu já tinha beijado mulheres.

Durante anos tentei fazer aquilo funcionar. Beijei garotas em festas, saí com algumas e participei do teatro que achei que precisava representar.

Eu sabia mecanicamente como um beijo funcionava.

Só nunca tinha entendido por que as pessoas faziam tanto barulho por causa disso.

Até Alex me beijar.

No primeiro segundo, fiquei duro feito uma porta.

Ele se afastou um pouco.

— Você pode respirar.

— Eu estou respirando.

— Não parece.

— Cala a boca.

Alex riu contra minha boca antes de me beijar novamente.

Dessa vez eu consegui parar de pensar.

Foi o melhor beijo da minha vida.

Não porque Alex tivesse algum poder sobrenatural com a língua.

Porque, pela primeira vez, eu estava beijando alguém que realmente queria beijar.

Quando nos afastamos, eu fiquei alguns segundos olhando para ele.

Alex sorriu.

— Melhor?

— Não se acha.

— Isso é um sim.

Eu não respondi.

Beijei de novo.

Depois daquele dia, as coisas avançaram devagar.

Por minha causa.

Alex já tinha vivido muito mais do que eu naquele sentido. Era mais seguro, tinha experiência e não carregava metade das travas que eu tinha acumulado durante anos.

Nossa primeira vez foi... estranha.

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