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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 491

POV/ NATHAN

Puxei-a comigo pelo corredor. Sakura ainda tentou diminuir o passo duas vezes, mas não a deixei escapar novamente. As portas escuras passaram ao nosso lado até chegarmos à suíte. Empurrei a porta, esperei Sakura entrar e praticamente passei junto com ela antes que tivesse outra ideia brilhante.

Fechei a porta pesada.

Girei a trava.

O clique seco pareceu ainda mais alto depois que os sons abafados do corredor desapareceram.

Sakura encostou as costas na porta.

Ainda estava sorrindo.

Os cabelos tinham ficado completamente bagunçados. Uma das alças finas do vestido havia descido pelo ombro, e a barra estava um pouco mais alta de um lado depois de toda aquela corrida. A gargantilha preta continuava perfeitamente presa ao pescoço.

Mas foram os lábios que prenderam meu olhar.

Estavam mais vermelhos.

Por causa do beijo de outro homem.

Aquilo me irritou ainda mais.

— Para.

Sakura ergueu as sobrancelhas.

— O quê?

— De rir.

Ela passou a língua pelos lábios.

Os mesmos lábios que outro homem tinha acabado de beijar.

— Gostou?

Minha respiração pesou.

— Não brinca comigo.

— Eu gostei.

Dei um passo na direção dela.

O sorriso aumentou.

— Sakura.

— Foi um beijo bom.

Outro passo.

— Cala a boca.

— Talvez eu volte lá e peça o número dele.

— Sua desgraçada.

Ela gargalhou.

— Anjo dos infernos.

— Você está com ciúme.

— Eu estou com vontade de te estrangular.

— Quase a mesma coisa.

Parei diante dela.

Sakura precisou erguer o rosto para me encarar. A diferença de altura ficava ainda mais evidente com nossos corpos tão próximos, apesar dos saltos dela. A luz indireta que vinha das laterais do quarto alcançava parte de seu rosto e deixava o restante em uma sombra suave.

— Você pode vir aqui com a Babyzinha, mas eu não posso beijar um homem?

— Não.

A resposta saiu antes que eu pensasse.

Sakura arqueou as sobrancelhas.

— Pelo menos agora foi sincero.

Meu olhar desceu novamente para a boca dela.

Sakura percebeu.

Dessa vez, não riu.

O sorriso diminuiu devagar.

A respiração dela mudou.

Eu conseguia acompanhar o movimento de seu peito sob o vestido. Conseguia sentir seu perfume misturado ao cheiro discreto do ambiente. Atrás dela estava a porta trancada. À minha direita, a cama permanecia intocada sob a iluminação baixa. O espelho comprido na parede devolvia parte da nossa imagem: eu todo de preto diante dela, Sakura encostada na madeira escura, os dois próximos demais para fingirmos que aquela discussão ainda era apenas sobre o Ambrosia.

Durante anos eu tinha tentado controlar aquilo.

Tentei manter distância. Tentei transformar desejo em proteção, sentimento em amizade e medo em justificativa. Tentei lembrar de Diego, da minha família, do meu pai e de tudo que eu conseguia destruir quando deixava alguém perto demais.

Tentei me convencer de que ficar longe dela era a decisão certa.

E agora Sakura estava na minha frente, com a boca vermelha do beijo de outro homem, o vestido preto ligeiramente torto no corpo e os olhos presos nos meus.

Me desafiando.

Respirando tão rápido quanto eu.

— Vai fazer o quê agora? — ela perguntou.

Que se foda.

Que se foda Pablo.

Que se foda Diego.

Que se foda o medo.

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