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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 145

— Talvez ela não tenha feito isso de propósito… Melhor deixar pra lá? — Disse Lílian, com cautela.

Bruna virou-se para ela, incrédula.

— Você ainda está defendendo essa mulher? Já esqueceu como ela te tratou esse tempo todo? Lili, às vezes a gente não pode ser boazinha demais.

Ao ver Lílian ainda tentando falar bem de Isabela, Bruna sentiu o sangue subir à cabeça.

Dessa vez, ignorou completamente o que a outra disse e ligou para a polícia.

Enquanto isso, na Villa Monte Alto.

Floriana estava imobilizada no chão por dois seguranças.

Isabela permanecia sentada no sofá. O corpo inteiro emanava frieza.

Até o olhar com que encarava Floriana fazia o couro cabeludo arrepiar.

— Eu te levo direto pra delegacia? — Disse ela, num tom calmo e cortante. — Ou você prefere falar agora?

Ao ouvir a palavra "delegacia", Floriana entrou em pânico e balançou a cabeça repetidas vezes.

— Não… Eu não posso ir pra delegacia. Se eu for, acabou tudo pra mim.

— Então fala. — Isabela respondeu, sem paciência. — Quem mandou você colocar o veneno?

Era óbvio.

Aquele veneno tinha sido preparado para ela.

Ainda bem que Débora tinha comentado algo a mais.

Caso contrário, quem estaria sendo levada de ambulância naquele momento seria ela, não Cristiano.

Ao pensar nisso, Isabela sentiu um frio atravessar o peito.

Ao lado de Cristiano.

Quem poderia imaginar que, aquele mesmo homem que um dia a pedira em casamento com tanta convicção, acabaria fazendo com que, ao lado dele, até a própria vida dela estivesse em risco?

— Eu… Eu… — Floriana gaguejou, o rosto lívido.

— Não vai falar? — A voz de Isabela ficou ainda mais baixa, ainda mais perigosa.

— Dona Isabela… Eu… Eu não posso falar… Eu… — Floriana mal conseguiu terminar a frase antes de cair no choro.

Aquele estado dizia tudo.

Ela estava sendo ameaçada.

Isabela não demonstrou a menor emoção.

— Então eu te mando pra prisão?

— Não! Eu também não posso ir pra prisão! Eu não posso… — Floriana balançava a cabeça em desespero, quase sem conseguir respirar.

Não podia denunciar quem estava por trás.

E também não podia ir pra cadeia.

Isabela semicerrrou os olhos.

— E agora? Já dá pra falar?

— Eu… Eu fiz isso sozinha… — Floriana mal conseguiu dizer.

Assim que as palavras saíram de sua boca, Isabela lançou outro olhar frio ao segurança.

Ele avançou novamente.

— Aaaah!

A dor de mais um dedo sendo quebrado fez Floriana gritar até perder a voz.

Foi nesse momento que a polícia chegou.

E, junto com eles, Taís.

Ao ver Floriana jogada no chão, o rosto retorcido de dor, Taís perdeu completamente o controle.

Apontou para Isabela, o dedo tremendo de ódio.

— Sua mulher cruel! — Gritou. — A família Pereira sempre tratou bem os empregados! Quem você pensa que é pra bancar a dona da casa desse jeito?!

Taís estava fora de si.

Quando Isabela percebeu que fora ela quem trouxera a polícia, o sorriso em seus lábios tornou-se ainda mais irônico, carregado de desprezo.

— Prendam ela! — Taís berrou, quase histérica. — Foi ela que envenenou o meu irmão! Envenenou ele só pra causar confusão por causa do divórcio! Essa mulher é venenosa, é uma cobra! Levem ela embora e joguem-na na cadeia!

A voz de Taís ecoava pelo salão, tomada de ódio e fúria.

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