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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 448

Lílian puxou o ar várias vezes, mas nem assim conseguiu conter o pânico que se espalhava dentro do peito.

Tinha a sensação de que Isabela talvez soubesse de alguma coisa.

Mas não tinha certeza.

E era justamente essa incerteza que a impedia de abrir a boca sem pensar.

Isabela a observou por um instante antes de dizer, num tom leve demais para a situação:

— O chão está frio. É melhor você se levantar. Afinal, os recursos médicos da família Pereira andam bem escassos.

Lílian continuou calada.

Ao ouvir aquele "é melhor você se levantar", sentiu a humilhação pesar ainda mais no peito.

Teve vontade de despedaçar aquela pose arrogante de Isabela.

Mas já estava ajoelhada.

Se, depois de se rebaixar a esse ponto, ainda não conseguisse o que queria, então teria se humilhado à toa.

Pensando nisso, reprimiu à força a sensação sufocante no peito e disse:

— Eu quero ir ao hospital ver meu filho. Por favor.

Em seguida, abaixou a cabeça e a bateu contra o chão.

Mas ali não havia sinceridade.

Não era devoção. Muito menos desespero puro.

Era só uma forma de esconder o ódio que queimava em seus olhos, um ódio nascido da humilhação que mal conseguia suportar.

Assim que ouviu aquilo, Isabela soltou uma risada curta, carregada de deboche.

— Do jeito que você fala, até parece que sou eu que estou impedindo você de ver a criança. — De braços cruzados, ela permanecia completamente à vontade. — Se quer ir, então vá.

Ir ver a criança?

Por ela, tanto fazia.

Naquele momento, dentro da mansão da família Pereira, qualquer um da família ainda podia entrar e sair.

Aquilo, pelo menos, não estava sendo impedido.

Bastava ter força nas pernas. Se quisessem, podiam sair dali e ir até onde o corpo aguentasse.

Ao ouvir Isabela dizer aquilo de propósito, Lílian sentiu a opressão no peito ficar ainda mais insuportável.

— Mas agora nenhum carro consegue entrar. E, sem a sua autorização, os que já estão aqui também não podem sair. Eu não tenho como ir.

Lílian se sentia profundamente humilhada.

Mesmo assim, continuava se forçando a baixar a cabeça diante de Isabela.

Só que aquela fragilidade ensaiada, dita naquele tom, arrancou de Isabela uma risada fria.

— Não tem como? E você não tem duas pernas?

Ela estreitou os olhos, cheia de desprezo.

Por acaso Lílian achava que estava diante de um homem?

Queria bancar a coitadinha na frente dela também?

Que pena.

Esse tipo de teatro talvez funcionasse com homem.

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