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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 178

Cristiano praticamente jogou Isabela para dentro do carro.

Durante todo o trajeto até ali, ela lutou como pôde. Arranhou, bateu, se debateu e ainda conseguiu acertar vários tapas no rosto dele.

As unhas deixaram marcas sangrentas no pescoço de Cristiano.

— Me solta. Me tira daqui.

Ao perceber que a porta não abria, Isabela virou a cabeça e lançou a Cristiano um olhar carregado de ódio.

Que homem sem vergonha.

Cristiano agarrou com força os cabelos na parte de trás da cabeça dela e, num movimento brusco do pulso, forçou-a a encará-lo de frente.

Isabela se debateu.

— Solta!

Com a outra mão, ele passou os dedos pelo próprio pescoço.

Depois, ergueu a mão diante dos olhos.

Na ponta dos dedos, havia vestígios claros de sangue.

— Isabela… — A voz dele saiu baixa, perigosa. — Você não dizia que me amava tanto? Hein?

No instante em que ouviu a palavra "amar", Isabela se debateu ainda mais, quase fora de si.

— Solta!

— Quando você me deu aquela tigela de caldo pra beber… — Ele a encarou fixamente. — O que você estava pensando naquele momento?

Isabela ficou em silêncio.

— Me diz. — A voz dele se fechou. — O que passava pela sua cabeça? — Um sorriso frio surgiu. — Pensando que, se eu morresse, ninguém mais ia te impedir de ficar com o Sérgio, não é?

No momento em que o nome Sérgio foi pronunciado, Isabela levantou a mão e deu outro tapa no rosto de Cristiano.

Dessa vez, antes que ela pudesse sequer respirar, Cristiano agarrou o pulso dela.

A força foi tamanha que parecia prestes a esmagar os ossos da mão.

Ele insistia, uma vez após a outra, em arrastar Sérgio para aquela conversa.

A respiração de Isabela ficou acelerada, tomada pela raiva.

Ela falou entre dentes, sem recuar:

— O que você acha que eu estava pensando? — Riu, amarga. — O veneno foi a sua avó que colocou. Foi pra mim que ela deu. Eu só dei pro netinho dela beber. E daí?

Cristiano ficou mudo.

— Ou você acha que eu devia ter bebido sozinha? — A voz dela tremia de fúria. — Pra satisfazer a maldade dela? Pra completar a felicidade da família de vocês?

Isabela o encarou, os olhos em chamas.

— Pode esquecer. Nem sonhando.

Ela respirou fundo, o peito subindo e descendo com dificuldade.

— Ou você se divorcia de mim agora. — A voz tremia, mas não cedia. — Ou, a partir de hoje, tudo o que a família Pereira fizer comigo, eu devolvo em dobro.

Ela o encarou, sem piscar.

— No fim, quem vai sofrer mais… A gente descobre com o tempo.

Ela devia ser culpada por tê-lo feito beber o caldo envenenado?

Então que ele olhasse direito quem tinha colocado o veneno ali.

Ele bebeu. E daí?

O veneno era da família Pereira.

Capítulo 178 1

Capítulo 178 2

Capítulo 178 3

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