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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 179

Agora… Já era.

— Cachorro que vive dando ideia ruim pro dono não pode ficar vivo.

Do outro lado da linha, Bianca explodiu.

— Cristiano, você enlouqueceu?! — A voz dela perdeu completamente o controle. — O André está comigo há tantos anos! Você mexe nele assim, do nada… Isso é um aviso pra mim, é isso?!

Bianca sempre falava com calma, mantendo o tom controlado.

Mas, naquele instante, estava claramente fora de si.

O vidro do carro estava meio abaixado.

Cristiano acendeu outro cigarro, deu uma tragada lenta e falou ao telefone, com a voz baixa:

— Que bom que a senhora entendeu como aviso. — Um meio sorriso surgiu. — Eu até fiquei com medo de a senhora não perceber.

— Você… Você…!

Antes que Bianca pudesse terminar a frase, Cristiano desligou.

Insano.

Completamente insano.

Era assim que Isabela via Cristiano naquele momento.

Um lunático sem freio algum.

Afinal, aquela era a avó dele.

E ele simplesmente disse que mandara matar alguém dela como quem troca de roupa.

Cristiano soltou a fumaça devagar.

Depois virou o rosto para Isabela.

— E então? — Os olhos dele traziam um brilho estranho, quase divertido. — Isso conta como vingança pra você?

Havia um sorriso no fundo do olhar dele.

O Cristiano de hoje estava diferente.

Muito diferente.

Talvez…

Por causa daquela tigela de caldo de ontem.

Porque Isabela sabia que havia veneno ali.

E, mesmo assim, deu colherada após colherada, alimentando-o.

Aquilo tinha virado de cabeça para baixo tudo o que Cristiano acreditava sobre ela.

Durante todo esse tempo, ele sempre achara que Isabela o amava profundamente.

Mesmo agora, com o divórcio em discussão, acreditava que tudo não passava da revolta dela contra as humilhações da família Pereira.

Mas, no instante em que aquela tigela de caldo entrou na boca dele…

Tudo pareceu mudar.

Diante de um Cristiano tomado da cabeça aos pés por aquela loucura crua, Isabela curvou levemente os lábios num sorriso.

— Matar o André conta como o quê? — Disse ela, com desprezo. — Quem mandou me envenenar não foi ele.

— A ordem foi da sua avó. — O olhar dela ficou afiado. — Se quer mesmo se vingar por mim, então matar ela é que seria vingança de verdade, não acha?

Quer enlouquecer?

Então vamos enlouquecer juntos.

No banco da frente, Samuel quase suou frio ao ouvir aquilo.

Um arrepio percorreu-lhe a espinha.

Capítulo 179 1

Capítulo 179 2

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