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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 30

Taís estava fora de si de tanta raiva.

Saiu direto para a empresa, decidida a procurar Cristiano.

No escritório, Samuel ainda elaborava o relatório:

— Senhor, as pessoas que mandamos seguir a senhora Isabela… Perderam o rastro.

O rosto de Cristiano acabara de se fechar, o olhar mergulhando na sombra, quando Taís entrou como um furacão e se jogou na cadeira à frente dele.

— Irmão, essa Isabela não dá mais! — Disparou, sem nem respirar. — Olha o que ela fez com a cunhada!

Taís continuou, cada vez mais exaltada:

— Ela disse mesmo que mandou alguém te entregar um acordo de divórcio? Se mandou, assina logo! Quem ela pensa que é? Mulher melhor do que ela tem aos montes!

Ela se inclinou para a frente, tomada pela fúria:

— Ela acha mesmo que você não tem coragem de se divorciar?

Dominada pela raiva, Taís despejou uma frase atrás da outra, sem dar espaço para ninguém interromper.

Ela se lembrava bem de quando Cristiano ainda não era casado. Quantas mulheres, do nível de uma "cunhada perfeita" como Lílian, sonhavam em entrar para a família Pereira.

E, no fim…

Cristiano tinha escolhido justamente Isabela. Uma mulher sem nada.

E pior. Tinha sido ele quem a perseguiu, quem insistiu.

Taís sempre desprezara Isabela.

Sempre que Cristiano comprava algo para ela, era Taís quem ficava de olho. Era ela também quem, vez após vez, fazia a mãe intervir para tomar tudo de volta e colocar no próprio nome, determinada a não deixar Isabela tirar nem um centavo da família Pereira.

Quando ouviu as palavras "acordo de divórcio", Cristiano ergueu o olhar lentamente.

O frio nos olhos era cortante.

— Você ligou para ela?

A voz saiu baixa, rígida, carregada de uma fúria evidente.

Mas Taís, tomada pela própria raiva, nem percebeu.

— Liguei, claro! — Respondeu, irritada. — Ela disse que quer se divorciar de você, que quer que você assine!

Ela riu, cheia de desprezo:

— Ainda por cima teve a audácia de pedir o divórcio. Quero ver para onde ela vai depois de te largar.

Uma mulher sem nada…

Achava mesmo que, nessa idade, depois do divórcio, ia fazer o quê? Voltar para o orfanato?

Era ridículo.

Se aquela arrogância não fosse esmagada agora, quem sabia até onde ela ainda ousaria subir depois. Talvez até pisar na cabeça de todo mundo.

Cristiano estreitou levemente os olhos.

— O que foi que você disse para ela?

— Eu só perguntei… Ela… — Taís começou, mas parou no meio da frase.

"Espera.

Por que o tom do irmão soava tão frio?"

Ela ergueu o olhar e deu de cara com os olhos de Cristiano, tomados por um brilho cortante.

O coração dela estremeceu involuntariamente.

— Não importa o que você tenha dito. — Falou ele, com a voz dura. — Peça desculpas a ela. Agora.

— Não, espera, irmão, a Isabela… — Taís tentou se defender.

— Ela é a sua cunhada.

Taís ficou muda.

Quem reconhece ela como cunhada? Ela merecia isso?

— Depois de tantos anos. — Continuou Cristiano, com o olhar gelado. — você ainda não aprendeu a respeitá-la?

— Não é isso! — Taís se apressou. — Eu só fiquei revoltada porque ela fez algo tão absurdo com a cunhada, eu só…

— Durante os próximos seis meses. — Interrompeu Cristiano. — Não vai cair um centavo no seu cartão.

— Ei, irmão, não faz isso! — Taís entrou em pânico.

Seis meses?

Aquilo era brincadeira? Ele ia mesmo deixá-la passar necessidade por causa daquela mulher?

Cristiano a encarou, impassível:

— Vai pedir desculpas?

Capítulo 30 1

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