Assim que ouviu aquelas palavras, Karine sentiu a irritação subir de uma vez.
— Dos dois?
— Dos dois. Esse filho é seu e do Antônio. Você não pode tomar essa decisão sozinha.
Ela respirou fundo, tentando se controlar.
— Puta que...
— Ei. Sem palavrão.
Renato a cortou antes que ela terminasse.
Karine quase perdeu a cabeça.
"Dos dois? Que conveniente."
Quando a discussão era por causa daqueles cem reais, parecia que tudo era culpa dela. Agora que o assunto era o bebê, de repente a responsabilidade era compartilhada.
Ela lançou um olhar duro para Renato.
— Para de se meter.
Sem esperar resposta, virou as costas e entrou no hotel.
Naquele momento, finalmente entendeu por que Isabela implicava tanto com os amigos de Cristiano.
Homem defendia homem. Não importava o quanto o sujeito estivesse errado.
E pensar que Isabela ainda gostava do Renato...
Karine, por sua vez, mal conseguia olhar para a cara dele.
O pior era que, mesmo depois de ouvir um "para de se meter", Renato continuava atrás dela como se não tivesse escutado nada.
Quando as portas do elevador se abriram, ela entrou. Renato entrou logo em seguida.
Karine esticou o braço e impediu que as portas se fechassem.
— O que é que você quer, afinal?
— Até o Antônio chegar, eu não saio do seu lado.
Ela o encarou, incrédula.
— Você tá ouvindo o absurdo que acabou de dizer? Você é homem. Se eu entrar no quarto e resolver dormir, também vai entrar comigo?
"O Antônio enlouqueceu de vez?"
Já tinha sido inacreditável ele descobrir tão rápido que ela estava grávida.
Agora ainda mandava o Renato ficar na cola dela.
Era o cúmulo.
Ela tinha ido até Santa Vitória justamente para resolver a questão da gravidez longe dos olhos de Antônio. No fim das contas, não tinha adiantado absolutamente nada.
Cansada, irritada e sem um pingo de paciência, Karine só queria que aquilo acabasse.
Renato deu de ombros.
— Pode ficar tranquila. Não vou incomodar você.
Enquanto falava, tentou passar por ela.
Karine continuou bloqueando a entrada, os braços cruzados.
— Você acha que esse é o problema?
Ele soltou um suspiro resignado.
— Fazer o quê? Também não tenho escolha.
Karine ficou sem reação.
"Não tem escolha?"


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Cambada de fdp. Só querem roubar nosso dinheiro. Quero meu dinheiro de volta. Infectos...
Cadê o final? Paguei por nada? E sério?...
É sério que não tem final? Não acredito que paguei por nada.......
Eu espero que Isabela não tenha sido idiota e tenha gravado as duas ligações...
Eu realmente acho que ela deveria abrir o jogo com ele e falar da família, acredito que ele desistiria quando visse contra que poder estava lutando...
Esse Cristiano, merece o troféu 🏆 de maior idiota de todos os novels que já li...
Não nego que estou ficando com certas pena desse Ricardo pelo autor o ter feito tão retardado, como é que um presidente de uma grande empresa não tem malícia, é influenciado tão fácil pela família, não coloca as coisas que dizem sobre suspeita, não investiga nada profundamente? Sendo desse jeito e sendo cruel como dizem, não sei como ainda não morreu...
Eu realmente não entendo como Cristiano sendo um homem de negócios e pelo que vejo, cruel na surdina, porque é tão idiota no que diz respeito a essa cunhada...
A estória é boa, porém, repete inúmeras vezes os mesmos detalhes como "deu a família gêmeos, um menino e uma menina", "se não fosse o apoio de Sérgio...", e os episódios de raiva da família, acaba ficando cansativo, uma estória longa com muita repetição no enredo....
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......